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Estado de Minas

MPMG e Polícia Civil começam apurar explosão na Usiminas em Ipatinga

De acordo com o Corpo de Bombeiros, 30 pessoas precisaram de atendimento médico. Todos eram funcionários da empresa ou de terceirizadas que prestavam serviço no local. Nenhuma vítima está em estado grave


postado em 10/08/2018 16:17 / atualizado em 10/08/2018 16:41

(foto: Reprodução/Redes sociais)
(foto: Reprodução/Redes sociais)

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) iniciou a apuração do que teria causado a explosão  na Usiminas em Ipatinga, na Região do Vale do Aço. O promotor Rafael Pureza, da promotoria do Meio Ambiente já está na siderúrgica para fazer os levantamentos. A perícia da Polícai Civil também começou a juntar elementos para investigar o caso. Ao menos 30 pessoas tiveram que receber atendimento médico devido ao incidente. De acordo com o Corpo de Bombeiros, todos eram funcionários da empresa ou de terceirizadas que prestavam serviço no local. Nenhuma vítima está em estado grave. As causas da explosão ainda estão sendo investigadas. Ela aconteceu em um tanque reservatório da siderúrgica que continha uma mistura de gases utilizada na produção de aço. O impacto foi sentido em vários bairros do município. A empresa segue fechada e sem previsão para reabertura.

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(foto: Reprodução / redes sociais )


A explosão aconteceu por volta das 12h40. De acordo com a Usiminas, houve uma explosão no gasômetro da Usina. A empresa foi evacuada rapidamente. O Corpo de Bombeiros informou que os brigadistas encaminharam algumas pessoas para o hospital. Ao todo, 30 pessoas precisaram de atendimento médico.

Por meio de nota, o Corpo de Bombeiros informou que foi acionado por volta das 12h45. “Até o momento, 30 pessoas foram conduzidas ao hospital, nenhuma em estado grave. 1 pessoa sofreu um ferimento (corte) na face, decorrente de um estilhaço que foi lançado. As outras 29 vítimas foram pessoas que tiveram tonturas ou mal súbito decorrente da situação de pânico ou inalação de gás. Todas essas vítimas prestavam serviço ou eram funcionários da empresa. Um fator que favoreceu a menor gravidade da ocorrência foi o fato da fábrica estar em horário de almoço no momento da explosão”, informou.

As causas da explosão ainda estão sendo apuradas. O gás que estava no tanque é chamado de LDG (Linz Donawitz Gás), conhecido anda como gás de aciaria. Segundo o Corpo de Bombeiros, o principal componente dele é o monóxido de carbono. Na usina, há dois reservatórios idênticos ao que explodiu. Eles ficam a aproximadamente 100 metros do tanque. A empresa, de acordo com os Bombeiros, já tomou medidas preventivas evitar novos incidentes.

O local continua sendo monitorado. “Não há vazamento de gás no local e várias medições de equipes do CBMMG com aparelhos específicos para leitura de gases já foram feitas, comprovando a segurança do local e não havendo a necessidade de evacuação dos bairros próximos. O CBMMG, juntamente com a equipe de brigadistas do local, realizou o resfriamento e inertização de todas as estruturas próximas a explosão”, disse os Bombeiros.

Por meio de nota, a Usiminas informou que o gás já foi bloqueado. "A Usiminas informa que registrou uma explosão em um gasômetro da Usina de Ipatinga. Até o momento, não há registro de vítimas e toda a área de risco da Usina foi evacuada. A equipe de brigadistas da empresa está atuando no local e a canalização de gás já foi bloqueada, não havendo vazamento”, afirmou.

A empresa informou, ainda, que “está fazendo monitoramento de gases nos bairros do entorno da Usina e até o momento nenhuma anormalidade foi registrada”.  

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