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Estado de Minas

Vacinação contra sarampo e pólio tem estreia morna em Belo Horizonte

Campanha para imunização contra sarampo e pólio começa sem filas em BH, com expectativa de atingir 109 mil crianças


postado em 07/08/2018 06:00 / atualizado em 07/08/2018 09:18

Amanda não perdeu tempo e levou o filho, Davi, para tomar as vacinas logo no primeiro dia da campanha: 'Ainda bem que não enfrentei fila' (foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)
Amanda não perdeu tempo e levou o filho, Davi, para tomar as vacinas logo no primeiro dia da campanha: 'Ainda bem que não enfrentei fila' (foto: Edésio Ferreira/EM/DA Press)

Sem correria nem longas filas. Assim foi o primeiro dia da Campanha Nacional de Vacinação, que começou morna ontem na maioria 152 centros de saúde espalhados por Belo Horizonte e vai até o dia 31. O cronograma deste ano pretende atingir mais de 100 mil crianças com idade entre 1 a 5 anos na capital, com foco nas imunizações contra o sarampo e a poliomielite, doenças para as quais a cobertura vacinal ainda não atingiu o patamar ideal, fixado em 95%. Neste ano, com casos de sarampo sendo registrados especialmente nos estados de Roraima e Amazonas, na Região Norte do Brasil, e com o temor de retorno da paralisia infantil, a imunização será realizada de forma indiscriminada. O dia D da campanha é em 18 de agosto.


Para garantir a proteção e impedir a retomada do sarampo na capital mineira, que não registra casos desde 2013, a diretora de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica de Belo Horizonte, Jandira Lemos, explica que todas as crianças entre 1 ano e 4 anos 11 meses e 29 dias devem receber a dose extra nesta campanha, sem prejuízo à saúde. “Quando você tem uma soroproteção de 95% da vacina, a cada 100 crianças 95 ficam protegidas e cinco não soroconvertem (não desenvolvem anticorpos contra a doença). Quando fazemos outra vacinação, eliminamos este grupo vulnerável”, diz Jandira. Segundo a diretora da área, essa dose garante uma proteção mais efetiva à população. “É uma dose a mais. Se a criança já está protegida, não vai alterar o estado dela nem causar dano nenhum. Precisamos trabalhar para que essas doenças não retornem para o nosso meio. Tem sarampo no Norte do país, na Europa. Quando a gente protege nossa população, se alguém chegar com incubação não vai encontrar suscetíveis. Todos estão orientados a fazer a vacina indiscriminadamente a toda a população”, justificou.


O cenário permanece o mesmo no caso da poliomielite. Segundo o Ministério da Saúde, “para a pólio, as crianças que não tomaram nenhuma dose durante a vida receberão a Vacina Inativada Poliomielite (VIP). Já os menores de 5 anos que já tiverem tomado uma ou mais doses receberão a Vacina Oral Poliomielite (VOP), a gotinha. Em relação ao sarampo, todas as crianças receberão uma dose da vacina Tríplice Viral, independentemente da situação vacinal, desde que não tenham recebido o imunizante nos últimos 30 dias”. A exceção também se aplica a crianças com algum tipo de imunodeficiência. De acordo com Jandira Lemos, estas serão encaminhadas a um centro de referência para passarem por avaliação clínica antes da vacina. Em todos os casos, o melhor é que os pais ou responsáveis levem a criança ao centro de saúde, com o cartão de vacinação, para tirar a dúvida. Atualmente, a cobertura vacinal na cidade está em 93% para a VIP, mesmo índice da primeira dose para sarampo, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde. A maior preocupação se refere ao primeiro reforço contra a pólio, com apenas 74% do público-alvo protegido até aqui, e à segunda dose da Tetraviral (contra sarampo, caxumba, catapora e rubéola), com 78% das crianças imunizadas.

Faixa etária A população a ser vacinada em BH neste ano é formada por 109 mil crianças dentro da faixa etária da campanha. Em Minas Gerais, são 1 milhão. Entre elas está Davi Lucca Salviano, de 1 ano e 4 meses, que foi levado ao Centro de Saúde Tia Amância, no Bairro Coração de Jesus, na Região Centro-Sul da cidade, por Amanda Salemo, sua mãe. “Fiquei sabendo da campanha pela imprensa e trouxe meu filho para se vacinar contra pólio e sarampo logo no primeiro dia. Ainda bem que não enfrentei fila”, conta a responsável pelo menino. Em todo o país, o Ministério da Saúde pretende imunizar 11.213 milhões de crianças contra as duas doenças.


Fora da campanha, a rotina de vacinação será mantida nas unidades. Além disso, o município vai continuar a realizar a busca ativa das pessoas que estão sem vacinação ou com doses da imunização em atraso. Para quem não puder levar as crianças a um centro de saúde durante semana, o Dia D da vacinação será em 18 de agosto, um sábado, quando os postos ficarão abertos das 8h às 17h. Balanços do primeiro dia da campanha não foram divulgados nem pela Secretaria de Estado de Saúde nem pelo órgão em Belo Horizonte

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