Publicidade

Estado de Minas

Minas registrou 150 notificações suspeitas de sarampo neste ano

Deste total, 115 registros foram descartados, e outros 35 ainda estão sendo investigados. Cobertura vacinal contra a doença segue abaixo do previsto


postado em 17/08/2018 14:12 / atualizado em 17/08/2018 14:17

Vacinas seguem disponíveis em todas unidades do SUS(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Vacinas seguem disponíveis em todas unidades do SUS (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)

Minas Gerais ainda não confirmou nenhum caso de sarampo neste ano. Porém, as investigações de notificações suspeitas continuam. Atualmente, 35 casos estão sendo investigados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Amostas de pacientes que apresentaram sintomas parecidos com a da doença já foram colhidas. Já foram descartados 115 registros suspeitos, de um total de 150 registros suspeitos. A melhor proteção para a doença é por meio da vacinação. Doses estão disponíveis, gratuitamente, em todas as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram a importância da vacinação, principalmente, nas crianças. As notificações da doença são maiores entre bebês de um ano e de seis meses a 11 meses. Eles representam 16,67% e 15,33%, respectivamente. A terceira faixa-etária mais atingida é de 10 a 19 anos, que responde a 13,33%.

O Sarampo voltou a ser preocupação no ano passado com aparecimento de casos na Região das Américas. Em fevereiro, a doença, declarada erradicada no Brasil em 2016, voltou a ameaçar. Dados do Ministério da Saúde mostram que 1.206 casos foram confirmados no país. Destes, 910 aconteceram em Amazonas, e 296 em Roraima. Na Região Sudeste 15 casos foram confirmados, sendo 14 no Rio de Janeiro, e um em São Paulo.

Já foram confirmados seis mortes pelo sarampo. Destes, quatro foram em Roraima, sendo três estrangeiros e um brasileiro, e dois no Amazonas. Segundo o Ministério da Saúde, os surtos estão sendo provocados pelo genótipo do vírus (D8), que circula, também, na Venezuela desde 2017. Por isso, considera que o vírus foi importado com a chegada de venezuelanos no país.

A transmissão do sarampo pode ocorrer de uma pessoa a outra, por meio de secreções expelidas ao tossir, falar, espirrar ou até na respiração. O contágio pode se dar ainda por dispersão de gotículas no ar em ambientes fechados. Por isso, é considerada uma doença infecciosa viral extremamente contagiosa. Os principais sintomas são manchas avermelhadas em todo o corpo, febre alta, congestão nasal, tosse e olhos irritados, além de poder causar complicações graves, como encefalite, diarreia intensa, infecções de ouvido, pneumonia e até cegueira, sobretudo em crianças com problemas de nutrição e pacientes imunodeprimidos.

Vacinação


Continua abaixo do esperado a cobertura vacinal em Minas Gerais. Segundo a SES, somente 23,90% do público-alvo se tomaram as doses durante a Campanha Nacional de Vacinação, que teve início no dia 6 e vai até 31 de agosto. Nas faixas etárias de 1, 2, 3 e 4 anos, a cobertura está em 25,69%, 24,05%, 23,76% e 22,21%, respectivamente. Foram aplicadas 245.662 doses na campanha no estado.

Veja o esquema de vacinação por idade:


Aos 12 meses de idade, a criança deverá receber a primeira dose da vacina tríplice viral (que protege contra o sarampo, a rubéola e a caxumba).

Aos 15 meses de idade, a criança deverá receber a segunda dose com a vacina tetraviral (contra o sarampo, a rubéola, a caxumba e a catapora/varicela) ou a vacina tríplice viral e a de varicela monovalente.

De 02 a 29 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverão receber duas doses com intervalo de no mínimo 30 dias da primeira dose.

De 30 a 49 anos, caso não tenha nenhum registro de dose da vacina tríplice ou tetraviral, deverá receber apenas uma dose.

Após 49 anos de idade, não é necessário a vacinação porque são consideradas imunes.

Profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, dentistas e outros), independente da idade, devem ter duas doses válidas da vacina tríplice viral documentadas.

Profissionais de transporte (taxistas, motoristas de aplicativos, motoristas de vans e ônibus), profissionais do turismo (funcionários de hotéis, agentes, guias e outros), viajantes e profissionais do sexo devem manter o cartão de vacinação atualizado conforme os esquemas vacinais.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade