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Estado de Minas

Obras em encosta na BR-356 devem ser concluídas em agosto

Com isso, será extinto o estrangulamento de duas faixas por meio de cones no trecho logo depois da Avenida Nossa Senhora do Carmo


postado em 31/07/2018 06:00 / atualizado em 31/07/2018 08:26

O estrangulamento de faixas no Belvedere deverá ser sanado na segunda quinzena de agosto (foto: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press)
O estrangulamento de faixas no Belvedere deverá ser sanado na segunda quinzena de agosto (foto: Alexandre Guzanshe/EM/DA Press)

O sofrimento para os motoristas que passam pela BR-356, na altura do Bairro Santa Lúcia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, está perto do fim. De acordo com informações do Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG), as obras no muro de contenção da rodovia, no modelo cortina atirantada, devem ser encerradas na segunda quinzena de agosto. Com isso, será extinto o estrangulamento de duas faixas por meio de cones no trecho logo depois da Avenida Nossa Senhora do Carmo. Os custos da intervenção chegam a R$ 11,9 milhões.


Para que o fluxo de veículos retorne ao normal, entre a Rua Medusa e o trevo do bairro Belvedere, apenas a instalação de novos bueiros sob a rodovia, o reboco da parte de cima da estrutura e ajustes na parte inferior do paredão precisam ser finalizados. O local já passou por construção de novos tirantes, estacas e reforço da cortina. As etapas já concluídas e as atuais fazem parte do reforço da estrutura de contenção atirantada e dos dispositivos de drenagem, conforme o cronograma inicial das obras.


A programação previa o limite entre três e cinco meses para a finalização da obra. De acordo com o DEER/MG, caso nenhum contratempo atrase a obra, o empreendimento será entregue antes da data estabelecida em contrato. Por enquanto, não houve ampliação nem redução dos bloqueios na rodovia, que permanecem os mesmos desde as intervenções da Defesa Civil, em março.


Naquele mês, a Coordenadoria de Defesa Civil de Belo Horizonte chegou a se preocupar com um possível desabamento do muro, porém, em nota enviada ontem, o DEER/MG garantiu a estabilidade da obra. Durante os momentos de apreensão, a Defesa Civil instalou um radar de alta tecnologia na estrutura, capaz de registrar deslocamentos de 0,1 milímetro.


Perto de serem concluídas, as intervenções fazem parte do cotidiano do motorista desde 14 de março. De lá pra cá, a Prefeitura de Belo Horizonte, o DEER/MG e órgãos de segurança pública atuaram na retirada de 34 famílias situadas em casas próximas ao muro ameaçado de desabamento. A Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel) terminou essa etapa no fim de março, mesmo período em que as máquinas e operários começaram a trabalhar no local. As famílias foram encaminhadas a unidades do Programa Bolsa Moradia, e as casas foram demolidas.

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