Publicidade

Estado de Minas

Prefeitura de BH reajusta para 150 mil o público da parada LGBT de 2018

Palco principal da festa da diversidade foi a Praça da Estação, no Centro de BH, onde atividades artísticas de drag queens, músicos e grupos de dança voluntários foram realizadas até a saída da marcha


postado em 09/07/2018 10:37 / atualizado em 09/07/2018 13:20

Ver galeria . 15 Fotos Cerca de 100 mil pessoas marcaram presença no evento e coloriram as ruas da capitalGladyston Rodrigues/EM/D.A press
Cerca de 100 mil pessoas marcaram presença no evento e coloriram as ruas da capital (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A press )
A Prefeitura de Belo Horizonte reajustou o número do público que participou da 21ª edição da Parada do Orgulho LGBT nesse domingo. Ontem, estimavam-se que 100 mil pessoas compareceram ao encontro pela diversidade, mas, na manhã desta segunda-feira o Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH) calculou que, na verdade, 150 mil pessoas estiveram na marcha. O tema deste ano foi “Mais Democracia e Mais Direitos Humanos: Esse é o Brasil que queremos para as LGBT.”

"Acreditamos que a quantidade de pessoas que comparece na parada LGBT reflete um avanço na visibilidade e luta por cidadania. Cada vez mais pessoas se posicionam a favor da igualdade e contra a discriminação e a violência contra a população LGBT", disse Thiago Costa, subsecretário de Direito e Cidadania de BH. 

O palco principal da festa da diversidade foi a Praça da Estação, no Centro de BH, onde atividades artísticas de drag queens, músicos e grupos de dança voluntários foram realizadas até a saída da marcha, guiada por trios elétricos.

O trajeto foi o mesmo de outros anos, com concentração no fim da manhã na Praça da Estação, onde foi montado o palco para shows e atos políticos. Após as apresentações e manifestações no local, a parada seguiu pela Avenida Amazonas em direção à Praça Sete, até chegar à Praça Raul Soares, onde o desfile terminou.

A PBH investiu R$ 120 mil na estrutura do megaevento. Segundo os organizadores, a edição deste ano movimentou cerca de R$ 4 milhões, com ocupação da rede hoteleira de Belo Horizonte, aquecendo a economia e promovendo atividades de bares, restaurantes e grupos culturais.

A Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte foi promovida pelo Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (Cellos-MG) em parceria com a PBH e Belotur.

A primeira parada de Belo Horizonte, em 1997, então conhecida como Parada do Orgulho Gay, foi promovida pela Associação Lésbica de Minas (Além), em reivindicação pelo reconhecimento à diversidade sexual de gênero, além do respeito aos direitos humanos.

Fortalecimento


Segundo a PBH, as ações e políticas para o público LGBT têm sido fortalecidas de forma gradativa e sistemática desde 2017. "Além da criação da Diretoria de Políticas para a População LGBT, o Centro de Referência da População LGBT foi reaberto e estruturado, o que possibilitou um aumento de 134% no número de atendimentos realizados em comparação ao primeiro quadrimestre de 2017", informou o Município por meio de nota.

Outro importante avanço, de acordo com a PBH, foi a criação de um grupo de trabalho para a implantação do campo nome social nos registros e atendimentos de todos os serviços da administração direta e indireta do município.

A Lei 8.176/01, que prevê penalidades para empresas e agentes públicos que praticarem discriminação contra a população LGBT, também foi aplicada pela primeira vez no Município. Paralelo a isso, em 2017 foram realizadas capacitações para 1.097 agentes públicos, com foco no atendimento humanizado das pessoas LGBT.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade