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Estado de Minas

Público começa a chegar à Parada do Orgulho LGBT; 80 mil pessoas são esperadas

Concentração se dá na Praça da Estação; evento oferece série de shows e se encerra na Praça Raul Soares na noite deste domingo


postado em 08/07/2018 11:57 / atualizado em 08/07/2018 12:25

Público começa chegar aos poucos para a concentração, na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)
Público começa chegar aos poucos para a concentração, na Praça da Estação, no Centro de Belo Horizonte (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

A comunidade e apoiadores da causa LGBT se concentram na Praça da Estação, desde às 11h deste domingo, em prol da 21ª Parada do Orgulho LGBT. De acordo com a organização do evento, a expectativa é que 80 mil pessoas saiam pelas ruas da capital. 


De acordo com o presidente do Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (CELLOS/MG), Azilton Viana, a programação deste ano apresenta novidades para quem comparecer. "Nesta 21ª edição, a gente traz dois telões de LED para comunicar visualmente não somente com quem está na Praça da Estação, mas também com o público do entorno. E também novas apresentações de artistas mineiros, com surpresas ao longo do dia", ressalta. 

Na versão do CELLOS/MG, a comunidade LGBT passa por um momento de perda de direitos. “Nós, LGBT, estamos inseridos na sociedade e a mudança conjuntural que vivenciamos nos dois últimos anos tem impacto negativo direto na vida das LGBT. Aumentou a intolerância, índices de violência e morte cada vez mais altos, enfim, os direitos das LGBT estão sob ameaça e grave risco de extinção”, destaca o presidente do órgão.

 

Presente ao evento desde seu início, a transexeual Rhany da Silva Mercês, de 32 anos, analisa o espaço como uma oportunidade para se discutir ações voltadas ao combate da LGBTfobia. Ela acompanha o posicionamento de Azilton Viana. "Eu sou mulher, negra e transexual, então a gente precisa se unir. A gente vem se fortalecendo para que essa população não sofra violência, como o racismo, o machismo e a LGTBfobia", diz. 

 

Segundo ela, a principal luta da classe, no momento, é pela criminalização da discriminação. "É um sonho para gente (a criminalização). O Brasil é o país onde mais se mata transexual no mundo. Não apenas se mata, mas se mutila e se destrói o corpo da vítima, pois são crimes de ódio. Além disso, gostaria que os estados criassem os conselhos LGBT, para fortalecer ainda mais as políticas públicas", avalia. 

 

A Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte é a segunda maior do país. Neste ano, o evento se organiza sob o lema "Mais Democracia e Mais Direitos Humanos: esse é o Brasil que queremos para as LGBT!".

Desde 28 de junho, data em que se celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBT, uma série de projetos se desenvolvem na capital. A programação segue as diretrizes da 5ª Jornada pela Cidadania LGBT. A lista completa e todas as informações podem ser vistas no site do CELLOS/MG (clique aqui).

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