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Estado de Minas

Linha com cerol enrosca em helicóptero dos Bombeiros; conserto custará mais de R$ 140 mil

Incidente ocorreu na última sexta-feira, enquanto peça danificada não é substituída, aeronave ficará parada


postado em 17/06/2018 16:03 / atualizado em 18/06/2018 07:26

(foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
(foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)

Uma prosaica linha com cerol causou um prejuízo superior a R$ 135 mil e deixou fora de combate por tempo indeterminado uma das mais importantes máquinas do Corpo de Bombeiros de Minas. O helicóptero Arcanjo 4 pousava no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, quando o material cortante se enroscou no rotor do aparelho. Ninguém ficou ferido no incidente.

Porém, além de colocar a vida da tripulação em risco, o conserto do Arcanjo 4 – parado para manutenção desde sexta-feira –, deve custar cerca de US$ 40 mil. “A linha danificou duas hastes de comando de passo, equipamento responsável pela inclinação das pás do aparelho, que permite que ele voe”, informou o Batalhão de Operações Aéreas, em postagem na página do Facebook.

Ainda de acordo com a postagem, o equipamento danificado tem proteção, mas como a linha é muito fina, acabou passando e comprometendo a peça. “Cada peça custa cerca de US$ 20 mil e ambas terão que ser trocadas”, acrescentou o texto.

Em relato na postagem, o capitão Gleber Antônio Penido Valle, piloto dos Bombeiros, destacou o risco e o prejuízo representados pela situação. “Uma linha de pipa, ao se enroscar no rotor do helicóptero, prejudica a segurança do voo, colocando em risco a tripulação que realiza resgates e salvamentos diários em todo estado, além de causar prejuízo nos atendimentos”, afirma.

De acordo com a corporação, há relatos de outras ocorrências relacionadas a linhas de pipa. Uma delas envolveu o Arcanjo de Varginha, no Sul de Minas. No episódio, uma linha ficou presa a uma das pás da hélice. 

ARCANJO 4 O helicóptero modelo EC-145 reforça desde 2015 a frota do Corpo de Bombeiros de Minas, até então formada por dois helicópteros Esquilo e um avião Cessna. É responsável pelo transporte de pacientes acidentados ou em tratamento, buscas e salvamentos, além de transporte de órgãos para transplantes. O aparelho adquirido por R$ 34 milhões tem capacidade para transportar até duas vítimas graves, permitindo manobras médicas, devido ao fato de a cabine ser espaçosa. Em seu interior há uma pequena UTI aérea, com equipamentos de última geração, incluindo incubadora com respirador para recém-nascidos. Apenas no primeiro mês de operação, a aeronave salvou 23 pessoas.

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