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Estado de Minas

Mulher de piloto suspeita que vítimas saltaram do helicóptero antes da explosão

Juliana Hipólito, mulher do piloto Luiz Gustavo Soares, ocupante da aeronave que caiu em Espírito Santo do Dourado, no Sul de Minas, compareceu ao local do acidente; investigações já começaram


postado em 17/06/2018 10:06 / atualizado em 17/06/2018 11:46

Ver galeria . 6 Fotos Investigações sobre as causas do acidente envolvem esforços do Corpo de Bombeiros e do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III)Divulgação/CBMMG
Investigações sobre as causas do acidente envolvem esforços do Corpo de Bombeiros e do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) (foto: Divulgação/CBMMG )
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), por meio do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), iniciou na manhã de hoje os trabalhos para descobrir as causas da queda da aeronave que caiu na noite de ontem, em Espírito Santo do Dourado, no Sul de Minas. Presente ao local, a mulher do piloto Luiz Gustavo Soares, Juliana Hipólito, disse aos bombeiros que suspeita de que os tripulantes tenham pulado do helicóptero antes da explosão.


 

Hipólito também é piloto e disse ter obtido informações, por meio de imagens de câmeras de segurança do heliponto, em Nova Lima, de que apenas duas pessoas embarcaram na aeronave. De acordo com ela, as pessoas seriam Luiz Gustavo Soares (piloto) e o Márcio Bissoli (empresário), os mesmos indivíduos apontados pelo Corpo de Bombeiros.

A corporação chegou a informar a possível morte dos dois tripulantes com base nas circunstâncias do acidente. No entanto, as buscas por vestígios dos dois permanecem neste domingo.

De acordo com o tenente Pedro Aihara, do Corpo de Bombeiros, a aeronave foi completamente destruída pelo fogo.  "A confirmação da morte das duas vítimas ocorreu pelo contexto da ocorrência, no qual é nula a possibilidade de sobrevivência. Entretanto, a confirmação pericial ainda não ocorreu porque os corpos/restos mortais não foram localizados devido a explosão da aeronave. Os bombeiros ainda trabalham revirando a fuselagem do avião para tentar localizar esses restos mortais, mas o estado do local devido às chamas dificulta muito", afirmou. 

(foto: Arte/EM)
(foto: Arte/EM)


Em nota, o Seripa III pontuou que os profissionais executam a “Ação Inicial” do acidente neste domingo. De acordo com o órgão, este procedimento é “o começo do processo de investigação e possui o objetivo de coletar dados: fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos”.


Segundo o Cenipa, a investigação tem como principal foco “prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram”.


O Corpo de Bombeiros informou que vai continuar as buscas por informações que possam levar a localização da tripulação. Novos dados dados serão repassados oportunamente.

(foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
(foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros)
A aeronave, da fabricante Agusta, modelo A109S, em nome de uma instituição bancária, teria apresentado problemas mecânicos durante o voo entre Pouso Alegre e Espírito Santo do Dourado, no Sul de Minas. O local da queda, um barranco, ficou completamente destruído, segundo os bombeiros. 

O helicóptero matrícula PR-JMB partiu de Nova Lima, na tarde deste sábado, com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Segundo o tenente Pedro Aihara, chefe de imprensa do Corpo de Bombeiros, as equipes foram acionadas por volta das 19h40, por parte dos moradores próximos ao local e pela Central de Controle de Tráfego Aéreo de Brasília.

Na versão dos moradores, contada aos bombeiros, o helicóptero pegava fogo na parte de cima na hora da queda. Ainda para os cidadãos, o meio de transporte explodiu no momento em que tocou no solo. 

Com informações de Landercy Hemerson e Marcelo Ernesto

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