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Estado de Minas

'Esses criminosos têm que vir presos ou que venham na horizontal', diz delegado sobre onda de ataques

Em janeiro, ele deixou a chefia-adjunta depois de fazer declaração semelhante a respeito do 'cangaço mineiro'


postado em 06/06/2018 20:59 / atualizado em 06/06/2018 21:15

Depois de ser exonerado da chefia-adjunta da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e assumir o Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa por declarações polêmicas, o delegado Rogério de Melo Franco Assis Araújo aparece em outro vídeo pedindo que criminosos envolvidos na série de ataques em Minas Gerais sejam combatidos com "inteligência e força".

Segundo o delegado, o momento pelo que o estado passa é "absurdo" e "inaceitável". "Isso é uma guerra, e os criminosos não irão vencer. Minas não será subjugada ou refém de marginais e criminosos", avisou. Ele se refere à série de ataques que acontecem desde domingo, que já atingiu 32 cidades, totalizando 78 ações, de acordo com a Polícia Militar (PM).

Rogério também criticou a legislação brasileira e pediu assertividade no tratamento dos criminosos. "Precisamos moldar as leis, renová-las. Os criminosos precisam ser combatidos com inteligência e força. Eles têm que vir presos, ou que venham na horizontal", bradou o delegado. "Minas só deseja uma coisa: segurança. Para trabalhar e viver em paz."

'HORIZONTAL' O delegado havia dado uma declaração semelhante, em janeiro, sobre o chamado de "cangaço mineiro". Na época, a afirmação gerou insatisfação em parte da corporação e nos bastidores do próprio governo, o que teria motivado a troca do número 2 no comando da PCMG para o Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa. (Com Isabella Souto)

* Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa

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