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Estado de Minas

Em greve, professores das Umeis se reúnem com PBH e vereadores nesta quarta

Educadores estão em greve desde 23 de abril e se mobilizam por isonomia salarial no plano de carreira da categoria


postado em 22/05/2018 20:34 / atualizado em 22/05/2018 20:57

Registro de assembleia organizada pelos professores na semana passada. (foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press)
Registro de assembleia organizada pelos professores na semana passada. (foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press)
A greve de quase dois meses dos professores das Unidades Municipais de Educação (Umeis) ganha um novo capítulo nesta quarta-feira. A categoria vai se encontrar com vereadores e representantes da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a partir das 9h, no Plenário Camil Caram, na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). 

O encontro vai servir para a PBH apresentar os gastos com a educação infantil no município. Entre as reivindicações dos professores, está a carreira única para os educadores da rede pública municipal. Para o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), a reunião poderá definir os rumos da paralisação.

Dessa maneira, o piso salarial dos professores dos ensinos Infantil e Fundamental não apresentaria quaisquer divergências. Conforme o Sind-Rede/BH, os profissionais das Umeis começam recebendo R$ 1.450, enquanto os educadores do ensino fundamental iniciam carreira com R$ 2.200 atualmente. Os valores informados são brutos.

O concurso para professor da educação infantil exige formação em nível médio e para o fundamental, curso superior. Entretanto, a própria PBH informa que 70% dos professores das Umeis têm graduação concluída. 

A reunião desta quarta-feira terá mediação da Comissão de Orçamento e Finanças Públicas da CMBH. O encontro partiu de um pedido da vereadora Marilda Portela (PRB) e também vai englobar membros do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (Sind-Rede).

Gastos com pessoal


Entre as pautas que envolvem a paralisação dos professores da rede infantil, os gastos com o pessoal, com base na Lei de Responsabilidade Fiscal, também serão abordados. De acordo com o Sind-Rede/BH, um estudo entregue na semana passada aos parlamentares apontava que o Executivo gasta 43% com os servidores, sendo que esse valor pode atingir 54%. O sindicato ainda explicou que, na prática, esse montante resultaria em R$ 800 milhões.

A categoria se reunirá em assembleia às 14h na Praça da Estação para analisar se os professores da educação infantil permanecerão paralisados.

*Estagiário supervisão da subeditora Ellen Cristie. 

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