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Estado de Minas

Professores das Umeis de BH mantêm a greve; Kalil pode suspender aumento

Ontem, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) deu um ultimato à categoria para a retomada dos trabalhos na próxima segunda-feira


postado em 29/05/2018 10:42 / atualizado em 29/05/2018 12:11

Categoria está acampada em frente a prefeitura desde semana passada, e afixou faixas cobrando a equiparação de carreiras e negociação com o prefeito (foto: Beto Novaes/EM/ D.A Press)
Categoria está acampada em frente a prefeitura desde semana passada, e afixou faixas cobrando a equiparação de carreiras e negociação com o prefeito (foto: Beto Novaes/EM/ D.A Press)

Os professores da rede de educação infantil de Belo Horizonte decidiram, após assembleia, manter a greve da categoria, iniciada em abril. O ato interditou uma faixa de trânsito da Avenida Afonso Pena, no Centro da capital, na manhã desta terça-feira, em frente ao prédio da prefeitura. 

Uma nova assembleia foi marcada para a próxima segunda-feira, 4 de junho. A decisão de continuidade da greve ignora o ultimato do prefeito Alexandre Kalil (PHS) à categoria, em entrevista ontem.

 “Determinei agora que segunda-feira a prefeitura volta ao normal (fim do ponto facultativo). Se as professoras não voltarem às salas de aula, para depois em 24 horas sentarem com o prefeito, a proposta de 20% de aumento vai ser retirada”, disse o prefeito. 

Assembleia fecha uma faixa da Avenida Afonso Pena, no sentido Mangabeiras(foto: Beto Novaes/EM/ D.A Press)
Assembleia fecha uma faixa da Avenida Afonso Pena, no sentido Mangabeiras (foto: Beto Novaes/EM/ D.A Press)

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou, após conhecimento do prosseguimento da greve, que a posição do prefeito está mantida. Caso a categoria não retorne ao trabalho na próxima segunda-feira, a proposta estará suspensa. Se os professores voltarem às aulas, o Executivo municipal retomará as negociações.

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores da Educação da Rede Pública Municipal (SindRede/BH) foi procurada, mas ainda não se manifestou sobre a decisão tomada na assembleia e o futuro das negociações com a prefeitura. 

Reivindicações 

A paralisação da educação infantil diz respeito ao plano de carreira da categoria. Os educadores cobram a equiparação salarial entre os profissionais dos ensinos infantil e fundamental. Atualmente, conforme o Sind-Rede/BH, os profissionais das Umeis começam recebendo R$ 1.450 (nível um), enquanto os educadores do ensino fundamental iniciam a carreira com R$ 2.200 (nível 10). Os valores informados são brutos.
 
Para equilibrar a conta, a categoria apresentou uma proposta de escalonamento. Nessa oferta, os professores da educação infantil atingiriam o nível cinco em junho, o oitavo degrau em dezembro e a escala 10 somente em julho de 2019.
 
Segundo a PBH, a proposta para os educadores que possuem curso superior em pedagogia ou normal superior e ainda não tiveram progressão por escolaridade, inclusive os que estão em estágio probatório, seria de aumento de até quatro níveis de carreira, e um ganho de 21,55% no vencimento-básico. A proposta anterior era de aumento de três níveis na carreira e ganho de 15,76% no vencimento básico, segundo o Executivo municipal. 
 
Já os professores da educação infantil com curso superior em pedagogia ou normal superior que já tiveram a progressão por escolaridade, inclusive os que estão em estágio probatório, a nova proposta é de aumento de até dois níveis na carreira e um ganho de 10,25% no vencimento básico. A sugestão anterior da PBH era de aumento de um nível e ganho de 5% no vencimento básico. 
 
Na proposta, a PBH também se comprometeu a retomar o imediatamente a tramitação do Projeto de Lei 442. Os ganhos seriam incorporados ao vencimento básico após a aprovação da matéria da Câmara Municipal. A efetivação da proposta também seria feita apenas com o retorno imediato às aulas.
 
*Estagiário sob supervisão da subeditora Regina Werneck

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