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Estado de Minas

Em assembleia, professores do ensino fundamental decidem manter greve

Uma nova assembleia foi marcada para a próxima quarta-feira, quando professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental vão se encontrar na Praça da Estação


postado em 17/05/2018 20:00 / atualizado em 17/05/2018 20:20

Nessa quinta-feira, professores da rede infantil se reuniram em frente à Prefeitura de Belo Horizonte e decidiram manter a paralisação(foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press)
Nessa quinta-feira, professores da rede infantil se reuniram em frente à Prefeitura de Belo Horizonte e decidiram manter a paralisação (foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press)
Os professores do Ensino Fundamental decidiram pela manutenção da greve, iniciada nesta quinta-feira. A categoria se reuniu esta tarde na Praça da Estação, no Centro da capital, para definir os rumos do movimento. Na ocasião, os servidores discutiram as propostas feitas pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). 

Na proposta, estava prevista a redução da jornada semanal de 22 horas e 30 minutos para 21 horas, sem diminuição de salário. Porém, os trabalhadores reinvindicam ainda um reajuste salarial e um plano único de carreira. 

Segundo Paulo Eleutério Tibúrcio, um dos diretores responsáveis pela comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede-BH), a categoria ainda pleiteia a aplicação do reajuste do piso nacional da educação, que está em 6,81%, além de se juntar aos professores da Educação Infantil pela carreira única.
 
Pedem também a ampliação do chamado “tempo de estudo”. Esse período diz respeito às tarefas de planejamento de aulas. Os professores pedem o aumento do intervalo total de cinco para sete horas. "Tem professores que precisam trabalhar em duas escolas e acabam sobrecarregados", argumenta Paulo. 

Uma nova assembleia foi marcada para a próxima quarta-feira, quando professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental decidirão sobre os rumos do movimento.

Educação Infantil

Os professores da educação infantil de Belo Horizonte também continuam em greve. A paralisação já completa 20 dias. A principal reivindicação da categoria é a equiparação salarial com quem dá aulas para o nível fundamental (crianças a partir de 6 anos). Porém, o prefeito Alexandre Kalil disse que só vai negociar com a categoria após o retorno ao trabalho. 

Segundo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede), uma nova proposta de escalonamento será entregue ao prefeito até chegar à equiparação com a carreira do professor do ensino fundamental. 

A proposta apresentada pela prefeitura no mês passado previa aumento de até quatro níveis na carreira para os profissionais formados em pedagogia ou normal superior e que não tiveram progressão por escolaridade. 

Em nota, a PBH informou que o “município já chegou ao seu limite orçamentário em relação à implementação da proposta de até 21,5% de aumento, com impacto anual de R$ 15 milhões, e aguarda o fim da greve para tratar de novos avanços". (Com informações de João Henrique do Vale)


* Estagiários sob supervisão da subeditora Ellen Cristie

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