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Estado de Minas

Professores da rede fundamental entram em greve nesta quinta-feira

Categoria vai se reunir na Praça da Estação, por volta das 14h, para decidir os rumos do movimento. Nessa quarta-feira, professores da rede infantil decidiram manter a greve que está prestes a completar um mês


postado em 17/05/2018 06:00 / atualizado em 17/05/2018 07:26

Professores da rede infantil se reuniram nessa quarta-feira em frente a prefeitura de Belo Horizonte e decidiram manter a paralisação(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press)
Professores da rede infantil se reuniram nessa quarta-feira em frente a prefeitura de Belo Horizonte e decidiram manter a paralisação (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A.Press)

Servidores da educação de Minas Gerais e Belo Horizonte têm uma semana de protestos e reivindicações. O impasse continua em relação aos docentes da rede infantil da capital mineira. Ontem, a categoria decidiu, em assembleia em frente a prefeitura, no Centro, manter a greve, prestes a completar um mês. De manhã, os servidores do estado, que pararam por 24 horas, fizeram uma passeata pela cidade. Hoje os educadores da rede de ensino fundamental fazem uma paralisação e se reúnem na Praça da Estação, às 14h, para definir os rumos do movimento.

Os professores da rede infantil, que contempla as Unidades Municipais de Educação (Umeis), exigem equiparação salarial com quem dá aulas para o nível fundamental (crianças a partir de 6 anos). Assim, sairiam do nível um para o 10. O concurso para professor da educação infantil exige formação em nível médio e para o fundamental, curso superior.

Ontem, a categoria se reuniu por volta das 15h em frente à sede municipal e ocupou duas faixas da Avenida Afonso Pena no sentido Centro/Bairro Mangabeiras. Outras duas pistas ficaram liberadas. Mesmo assim, longas filas de veículos se formaram. Por volta das 16h, os profissionais decidiram manter a greve. Eles afirmam que não houve alteração na proposta por parte da prefeitura.

Segundo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede), uma nova proposta de escalonamento será entregue ao prefeito Alexandre Kalil (PHS) até chegar à equiparação com a carreira do professor do ensino fundamental. Ela seria da seguinte forma: em junho subir até o nível 5 da carreira, dezembro, até o nível 8, e julho de 2019, até o nível 10. A carreira tem 24 níveis

Em nota, a PBH informou que o “município já chegou ao seu limite orçamentário em relação à implementação da proposta de até 21,5% de aumento, com impacto anual de R$ 15 milhões, e aguarda o fim da greve para tratar de novos avanços. A PBH propõe a retomada do Projeto de Lei 442, que prevê melhorias na carreira e salto do nível um para o quatro das professoras com nível superior. Segundo a nota, 91% das Umeis funcionaram integral ou parcialmente ontem.

FUNDAMENTAL


Os professores do ensino fundamental de BH entram em greve a partir de hoje. Os trabalhadores cobram reajuste salarial e carreira única para educação infantil, Além disso, pedem a ampliação do chamado “tempo de estudo”. Esse período diz respeito às tarefas extraclasse. Os professores pedem o aumento do intervalo total de cinco para sete horas.

Na última semana, segundo Sind-Rede, a categoria se reuniu com representantes da Prefeitura de BH, mas não houve acordo. A entidade afirma que a administração municipal não apresentou nenhuma proposta. O grupo se reúne às 14h, na Praça da Estação, para definir os rumos do movimento.

REDE ESTADUAL


Servidores da educação estadual fizeram uma paralisação ontem contra o atraso e o escalonamento dos salários pelo governo de Minas Gerais. O protesto foi convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores Únicos em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). A categoria cobra o fim do parcelamento dos salários e dos atrasos no depósito dos vencimentos, medida adotada pelo governador Fernando Pimentel (PT) devido às dificuldades financeiras.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) disse que 989 escolas informaram que estavam com as atividades paralisadas, o que representa 28,5% das unidades escolares do estado. A SEE reiterou que se empenhou em dialogar com a categoria desde o começo da greve, que teve início em 8 de março e terminou em 23 de abril.

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