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Estado de Minas

Guardas municipais da Grande BH discutem integração contra roubos a ônibus

Corporações planejam agir de forma integrada para coibir crimes no transporte coletivo na região


postado em 17/05/2018 12:46 / atualizado em 17/05/2018 12:49

Representante das guardas municipais de BH e da região metropolitana e sindicatos reunidos no COP-BH(foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press)
Representante das guardas municipais de BH e da região metropolitana e sindicatos reunidos no COP-BH (foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press)

Representantes das Guardas Municipais de Belo Horizonte e municípios da região metropolitana começaram, nesta quinta-feira, a discutir ações conjuntas para combater roubos em ônibus intermunicipais. O encontro foi realizado nesta quinta-feira no Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH). Foram convidados para o encontro os comandantes das guardas municipais de Contagem, Betim, Ribeirão das Neves, Santa Luzia, Sabará e Nova Lima. Também participaram lideranças de sindicatos ligados ao transporte público. 

A reunião de trabalho foi solicitada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) e pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) junto ao secretário Municipal de Segurança e Prevenção, Genilson Zeferino. “A intenção é envolver as Guardas Municipais da região metropolitana no sentido de que também atuem na prevenção e repressão desses crimes”, explicou o chefe do Departamento de Tranasporte do SetraBH, Roberto Lemos.  “Considerando que o crime não tem limites, o cidadão normalmente embarca na capital e desembarca na sua cidade, Nova Lima, Contagem, Betim, Esmeraldas, e vice-versa. Então é uma forma de que ações integradas ocorram para evitar e minimizar os impactos no sistema de transporte coletivo e para que a gente proporcione mais segurança ao cidadão de bem, as pessoas que utilizam o transporte coletivo como meio de deslocamento”, enfatizou. 

O gerente de operações do Sintram, Marcos da Costa Negraes, disse que as entidades que atuam no transporte apresentaram as necessidades dos passageiros e os tipos de delito que ocorrem nos trajetos. “O que mais nos preocupa é a violência contra os passageiros. São roubos e furtos de celulares nas estações, agressões, danos ao patrimônio, incêndio aos coletivos, evasão (embarque sem pagar a tarifa), fraude. De uma forma ou de outra, isso gera um trauma muito grande nas vítimas que se deslocam para o dia-a-dia para o trabalho, para lazer, consulta médica”, detalha. 

Negraes também listou alguns locais onde os problemas são mais evidentes. “Nós temos problemas nos ônibus que vem de Esmeraldas, Ribeirão das Neves, Betim, Contagem, Santa Luzia. Todos esses municípios que vem para Belo Horizonte. No caso do municipal, tem o Bairro Boa Vista, próximo da Estação Diamante também. São vários locais que nós estamos passando para os órgãos de segurança pública para a partir daí façam planejamento da atuação tanto de inteligência como de prevenção”, disse. 

Em Belo Horizonte, a Guarda Municipal já realiza, desde 2017, a chamada Operação Viagem Segura, com a presença dos agentes de segurança em linhas que transitam pelas avenidas Antônio Carlos e Senhora do Carmo. Eles são responsáveis por acompanhar a viagem, abordar e evitar furtos dentro dos veículos que circulam na capital mineira. No mês passado, foi criada a Operação Estação Segura, com a presença de guardas nas São Gabriel, na Região Nordeste, e Pampulha. As demais corporações realizam ações individuais em seus municípios. 

“Neste momento, as guardas e as Secretarias Municipais de Segurança estão reunidas para montar uma estratégia e a primeira é ter um instrumento jurídico que garanta essa parceria. A segunda é uma capacitação conjunta que envolve a inteligência das guardas, a formação dos guardas, que juntos vão apontar algumas ações que vão se desenrolar toda semana e, a partir daí, todo mês”, esclareceu o secretário Municipal de Segurança e Prevenção, Genilson Zeferino. A integração das ações dependerá da assinatura de um termo de cooperação entre as guardas. O secretário não deu um prazo, mas espera que a  questão seja alinhada o mais rápido possível. “A sociedade exige isso. O problema está batendo na porta, a gente não pode demorar”, afirmou. 

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