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Estado de Minas

MP apura como assassino de três mulheres em Santa Luzia deixou a cadeia

O crime foi cometido por um policial civil que foi condenado por estuprar duas garotas. Ele estava preso na Casa de Custódia da Polícia Civil, mas conseguiu escapar do local


postado em 17/05/2018 06:00 / atualizado em 17/05/2018 07:32

As três mulheres foram mortas dentro de uma casa em Santa Luzia(foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A.PRESS)
As três mulheres foram mortas dentro de uma casa em Santa Luzia (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A.PRESS)

Enquanto o escrivão Cláudio Roberto Weichert Passos atirava contra Ludmila, os corpos de Luciana Petronilho, de 40 anos, e das filhas Nathalia Petronilho, 18, e Victoria Petronilho, de 15, eram veladas na quadra de uma igreja em Santa Luzia. Momentos depois, foram sepultadas no Cemitério Belo Vale, também na cidade da Grande BH. Mãe e filhas foram assassinadas a tiros pelo policial civil Paulo José de Oliveira, de 40, que deveria estar preso na Casa de Custódia da Polícia Civil e fugiu do local para cometer o crime. Em seguida ele atirou contra a própria cabeça e morreu. O investigador havia sido condenado a 31 anos de reclusão em regime inicialmente fechado, exatamente por estupro cometido contra as irmãs que executou. O Ministério Público informou ontem que a Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos e de Fiscalização da Atividade Policial instaurou procedimento investigativo para apurar em que circunstâncias o policial deixou a carceragem para praticar o crime.

O clima no velório de mãe e filhas era de consternação e revolta. “A família está indignada pela forma que ele foi liberado. Não sabemos o que aconteceu. O que a gente pede é Justiça, porque é um caso que é lamentável”, disse um primo das vítimas. “Estamos sem chão. São pessoas maravilhosas!”, completou. O professor de uma das jovens também acredita que houve falha na segurança. “Este país está precisando de mais Justiça. Ele estava preso e saiu para cometer esse absurdo contra as meninas. Tem que cobrar do estado isso tudo, não pode ficar impune”, disse o educador, ainda no velório.

No último dia 9, Paulo foi condenado pelo estupro das duas jovens assassinadas por ele. O crime de violência sexual o levou para a cadeia em julho do ano passado, condenação que teria motivado o assassinato das jovens e da mãe. A Corregedoria-Geral da Polícia Civil abriu sindicância para apurar como Paulo saiu da Casa de Custódia, local destinado a receber policiais civis presos.

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