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Estado de Minas

Buracos já interditaram pelo menos seis vias desde o início de 2018 em BH

Nessa quarta, rompimento de adutora interditou a Avenida Afonso Pena, na Região Centro-Sul de BH


postado em 10/05/2018 06:00 / atualizado em 10/05/2018 07:32

Rompimento de adutora provocou o fechamento da Afonso Pena, no sexto episódio envolvendo crateras em importantes vias de BH este ano (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Rompimento de adutora provocou o fechamento da Afonso Pena, no sexto episódio envolvendo crateras em importantes vias de BH este ano (foto: Leandro Couri/EM/DA Press)

Interdições no tráfego de Belo Horizonte por causa do surgimento de buracos ou rompimento de adutoras viraram rotina. Desde o início do ano, o trânsito teve que ser total ou parcialmente fechado em ao menos seis vias, entre elas o Anel Rodoviário. Na madrugada de ontem, foi a vez de o problema atingir uma das principais avenidas da capital mineira: a Afonso Pena. A via chegou a ficar fechada e os motoristas tiveram que pegar desvios. No meio da manhã, uma faixa foi liberada, mesmo assim longos congestionamentos foram registrados. O abastecimento de água ficou interrompido nos bairros Cruzeiro, Serra e Mangabeiras.

A adutora se rompeu na Avenida Afonso Pena, entre os bairros Serra e Anchieta, na Região Centro-Sul, durante a madrugada. A água que saiu da adutora vazou e provocou danos na avenida. Fissuras se formaram em alguns trechos e o asfalto ficou solto em outros. Por causa disso, a pista foi totalmente interditada e apenas por volta das 8h10 uma faixa foi liberada. Os motoristas tiveram que fazer desvios por vias próximas. Longas filas se formaram ao longo da avenida.

Devido ao fechamento, os motoristas tiveram que seguir pela Rua Cobre, Rua Alfenas e depois retornar para a Avenida Afonso Pena. As linhas de ônibus 4103 (Aparecida/Mangabeiras), 4108 (Pedro II/Mangabeiras), S20 (Palmeiras/Serra), 1170 (Santa Lúcia/Mangabeiras), 1030 (Avenida do Contorno – Direta), e 2152 (Salgado Filho/Cruzeiro) também foram desviadas. Com a liberação de uma faixa, os veículos voltaram a transitar normalmente pela via.

Máquinas e operários da Copasa iniciaram os trabalhos de reparos na adutora no fim da manhã. Uma grande cratera foi aberta na via para o conserto. As obras não tinham sido concluídas até o fechamento desta edição. Por meio de nota, a Companhia informou que o registro que alimenta a rede que se rompeu foi fechado. Mas já havia sido reaberto no início da noite.

Os transtornos provocados pelo buracos são constantes neste ano. Ao menos outros cinco casos semelhantes foram registrados. Em janeiro, parte da Avenida Heráclito Mourão de Miranda, também conhecida como Avenida Atlântida, na Pampulha, foi interditada no sentido Bairro/Alípio de Melo por conta da abertura de uma grande cratera durante a chuva.

Em março, foram três casos distintos. No dia 12, um buraco se abriu no Anel Rodoviário, na altura do Bairro Santa Maria, na Região Noroeste de Belo Horizonte, no trecho em que a via passa por cima da Via Expressa. A pista ficou parcialmente interditada para os reparos. Seis dias depois, outra cratera se abriu na Rua Eclipse, no Bairro Santa Lúcia, Região Centro-Sul. A via teve que ser fechada e casas ficaram ameaçadas.

No dia 20, o problema foi no Centro de Belo Horizonte. Um buraco se abriu na Avenida Assis Chateaubriand, ao lado do Viaduto Santa Tereza, depois do rompimento da rede da Copasa. Por causa disso, a via ficou fechada por dias, o que provocou transtornos na região. No último fim de semana, a Avenida Flávio dos Santos teve que ser parcialmente interditada, próximo à Avenida Silviano Brandão, por causa de mais uma avaria. A erosão tem ao menso 1,5 metro de diâmetro.

De acordo com a Copasa, os defeitos no mecanismo ocorrem devido à pressão da água. Perícia técnica ainda vai determinar o que levou ao rompimento de ontem. Quanto ao número de incidentes neste ano, a empresa não comunicou os dados até o fechamento desta edição. Entretanto, a informação repassada é que os casos são “cotidianos” na rotina da companhia.

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