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Estado de Minas

Professores particulares entram em estado de greve e prometem nova paralisação

Os educadores pretendem parar, novamente, na próxima terça-feira


postado em 19/04/2018 18:37 / atualizado em 19/04/2018 18:47

Professores particulares fizeram uma assembleia nesta quinta-feira(foto: Sinpro Minas/Divulgação )
Professores particulares fizeram uma assembleia nesta quinta-feira (foto: Sinpro Minas/Divulgação )

Os professores das escolas particulares de Minas Gerais entraram em estado de greve. A categoria fez uma paralisação nesta quinta-feira e se reuniu na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) onde decidiu os rumos do movimento. O grupo pretende parar, novamente, na próxima terça-feira. O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (SINEP/MG) diz que a paralisação atingiu 16 instituições de ensino. Já o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro Minas) alega que o ato atingiu 40 escolas.

A assembleia dos professores reuniu aproximadamente 1,5 mil pessoas, segundo o Sinpro Minas. Os educadores pedem, entre outras coisas, reajuste salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais 3% de ganho real. Além disso, a categoria é contra a proposta patronal. “Querem acabar com direitos que conquistamos há décadas. Um deles é que querem acabar com o piso das escolas e permanecer com o piso do sindicato. Em algumas escolas é o dobro ou o triplo do valor. Então, a escolas que pagam mais, serão a que menos vão pagar”, explicou Aerton Silva, diretor de comunicação do sindicato que representa os professores.

Ainda de acordo com o diretor, as escolas querem acabar com as bolsas de estudos. “Hoje um professor que quer faze pós-graduação tem bolsa de 30%, então não vai poder atualizar e investir na profissão. E as bolsas servem para os filhos dos professores, e querem reduzir”, afirma. “Tivemos uma grande adesão a paralisação. Mais de 40 escolas paralisaram”, completou.

O percentual de adesão a greve é contestada pelo  SINEP/MG. O sindicato afirma que realizou um levantamento com as instituições de ensino. Das 970 escolas de Belo Horizonte e Contagem, segundo o Sinep, 16 paralisaram total ou parcialmente, o que representa 1,6% do total. Entre as escolas que não tiveram aula estão: Centro Educacional Rogedo, Colégio Ilumina, Colégio Imaculada Conceição, Colégio Loyola, Colégio Magnum Agostiniano, Colégio Marista Dom Silvério, Colégio Sagrado Coração de Maria, Colégio Salesiano, Escola Técnica de Formação Gerencial, Instituto Padre Machado, e Colégio Montessori.

O Sinep afirmou que vem se reunindo com o Sinpro para discutir pontos relacionados à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). “O SINEP/MG tem se esforçado, com bastante diálogo, para atualizar uma Convenção Coletiva de Trabalho escrita há quase de 60 anos. É notória a crise enfrentada por algumas instituições de ensino, ocasionada pela perda de alunos em decorrência da crise econômica nacional, inadimplência, desemprego, diminuição contínua da taxa de natalidade, maior oferta de vagas nas UMEIs, bem como a grande diminuição de bolsas do PROUNI e novas regras para concessão de financiamentos através do FIES, impedindo que as classes menos favorecidas tenham acesso ao ensino privado”, informou.

Na próxima terça-feira está marcada uma nova reunião entre o Sinep e o Sinpro Minas para tratar da negociação. Já na quarta-feira, haverá a assembleia-geral dos diretores.

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