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Estado de Minas

Hipermercado é condenado a pagar R$ 30 mil a cliente chamado de 'bicha' por balconistas

Estabelecimento comercial recorreu da ação, afirmando que a sentença teria se baseado em alegações infundadas


postado em 18/04/2018 19:20 / atualizado em 19/04/2018 12:20

Uma confusão na fila do caixa de uma das unidades do supermercado Carrefour, em Belo Horizonte, entre um cliente e duas funcionárias rendeu um processo na Justiça por danos morais. A empresa foi condenada nesta quarta-feira a pagar indenização de R$ 30 mil por danos morais ao consumidor ofendido pelas funcionárias do hipermercado.

De acordo com o Tribunal Justiça de Minas Gerais (TJMG), o consumidor abriu o processo em fevereiro de 2015. Conforme o relato, ele estava na fila de um dos caixas com a sua mãe e, ao chegar sua vez, foi informado pela balconista que aquele caixa só realizava as compras com pagamento em dinheiro.

O consumidor afirma que teria esperado por quase uma hora na fila e no local não existia nenhuma sinalização de que o caixa recebia apenas pagamento em dinheiro. Ele conta que tentou conversar com a funcionária e ela teria afirmado que ele "entrou na fila errada porque quis" e por ser "intrometido".

Cliente e balconista começaram a discutir e, segundo o autor do processo, a funcionária passou a questionar se ele era cego ou surdo. Neste momento, a funcionária do caixa ao lado teria dito: "Além de cego e surdo é bicha". Os insultos teriam sido acompanhados de chacotas, risadas e imitações caricatas de sua voz.

Segundo informações do TJMG, a Polícia Militar foi acionada e as duas funcionárias abandonaram o local, negando-se a oferecer explicações. Um subgerente do estabelecimento comercial acompanhou o cliente até a delegacia para registro da ocorrência.

Em sua defesa, o supermercado afirmou que os fatos narrados pelo consumidor não tinham sido devidamente comprovados. Afirmou ainda que não admitia falhas de seus funcionários “no que tange ao tratamento e atendimento aos seus consumidores”. O estabelecimento comercial recorreu, afirmando que a sentença teria se baseado em alegações infundadas.

Em nota, a assessoria de imprensa do Carrefour informou que aguarda notificação formal e segue acompanhando o caso. A rede também diz "que repudia veemente qualquer tipo de discriminação e que tem como um dos seus principais pilares a valorização da diversidade junto a colaboradores, parceiros e a sociedade."

* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie

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