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Estado de Minas

Grupo especializado a ataques a bancos é preso com submetralhadora e explosivos

O grupo foi preso em no distrito de Santo Hilário, em Pimenta, na Região Centro-Oeste de Minas. Ao todo, oito pessoas foram detidas. Segundo a PM, eles pretendiam fazer um ataque a banco nos próximos dias


postado em 17/04/2018 14:33 / atualizado em 17/04/2018 17:46

Material foi encontrado com a quadrilha durante operação da PM(foto: Polícia Militar (PM) /Divulgação)
Material foi encontrado com a quadrilha durante operação da PM (foto: Polícia Militar (PM) /Divulgação)

A troca de informações do serviço de inteligência de várias unidades da Polícia Militar (PM) localizadas em cidades da Região Centro-Oeste de Minas Gerais, levou a prisão de uma quadrilha especializada em explosões a caixas eletrônicas. O grupo foi preso em no distrito de Santo Hilário, em Pimenta, na mesma região. Ao todo, oito pessoas foram presas. Com eles foram encontrados explosivos, submetralhadora e outras armas. Segundo a PM, eles pretendiam fazer um ataque a banco nos próximos dias.

Uma operação foi montada por militares do 63º Batalhão da PM depois que os serviços de inteligência da corporação identificou informações de que uma quadrilha agiria da região. A primeira suspeita aconteceu quando outra organização criminosa foi presa no dia 7 deste mês em São Sebastião do Oeste. Na ocasião, sete pessoas foram presas suspeitas de participação no ataque a banco em Piumhi, na madrugada do mesmo dia. A quadrilha fez várias pessoas reféns, que foram usadas de escudo humano.

“Quando fizemos a prisão em São Sebastião do Oeste, sabíamos que teria outra ação em Pimenta. Hoje, tivemos mais uma informação. Toda equipe estava pronta e foi fazer a verificação. Acabamos prendendo a quadrilha”, explicou o tenente Rodrigo César de Morais, da assessoria de imprensa do 63º Batalhão. “Na nossa região, estamos desenvolvendo um trabalho de inteligência coordenando as informações de toda as unidades para combater os crimes de explosão de caixas eletrônicos”, completou.

Ao todo, oito pessoas foram presas, sendo sete homens e uma mulher. Eles estavam em uma casa. Foi apreendido com o grupo uma submetralhadora, dois revólveres calibre 38, várias bananas de dinamite, um tubo de metal cheio de pólvora, que poderia ser usada como explosivo. “Continuamos as buscas para tentar apreender mais materiais, como dinamites”, disse Rodrigo Morais.

Segundo a PM, a quadrilha participou de uma explosão em Pains no início deste mês. Na época, o grupo explodiu a agência do Banco do Brasil, que fica na Praça Tonico Rabelo, e fugiram em um Gol branco pela BR-354 em direção a Formiga, na mesma região. “Tivemos informações que eles estavam planejando explodir caixas eletrônicos em Pimenta, nesta semana, e em outras cidades da região nos próximos meses”, completou o tenente. De acordo com a corporação, os criminosos admitiram que estavam na cidade há uma semana e que pretendiam atacar o Banco Bradesco em Pimenta.

Operação


Uma operação conjunta entre as polícias civil, e Militar, e do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) fecha o cerco a quadrilhas na Região Norte de Minas Gerais. Estão sendo cumpridos nesta terça-feira 67 mandados judiciais contra suspeitos de atuarem na explosão de caixas eletrônicos.

De acordo com o MPMG, as investigações que resultaram na Operação Blindado foram iniciadas em 2016. A força-tarefa cumpre 16 mandados de prisão preventiva e nove de prisão temporária. Outras 42 ordens de busca e apreensão também foram expedidas. Os mandados são cumpridos em Montes Claros, Bocaiúva, Francisco Sá e Janaúba. Além de atuarem na explosão de caixas eletrônicos de instituições financeiras, os investigados também são suspeitos de latrocínio e posse e porte de armas de uso restrito. Conforme o MPMG, na prática dos crimes eram usados veículos blindados, fato que nomeou a operação.

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