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Estado de Minas

Data de início da campanha de vacinação da gripe é alterada

O início da ação da imunização estava previso para 16 de abril. Porém, a campanha vai iniciar em 23 de abril


postado em 02/04/2018 16:46 / atualizado em 02/04/2018 19:18

A meta em Minas Gerais é vacinar mais de 5 milhões de pessoas neste ano(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
A meta em Minas Gerais é vacinar mais de 5 milhões de pessoas neste ano (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

A Campanha Nacional de Vacinação Contra Influenza neste ano vai começar mais tarde do que o planejado. O início da ação da imunização estava previso para 16 de abril. Porém, segundo nota técnica do Ministério da Saúde divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG), devido a atrasos de entrega das vacinas por parte do Instituto Butantan, a campanha vai iniciar em 23 de abril. Já o dia D será em 12 de maio. Mesmo com a mudança, a o Ministério da Saúde afirma que a mobilização vai acontecer antes do pico de transmissão do Influenza no Brasil, que acontece em julho. O Instituto Butantan nega os atrasos e afirma que não há nenhum contrato assinado para a distribuição das doses.  Em Minas Gerais, foram 221 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destas, oito foram por Influenza. Todos pela cepa H3N2, que infectou mais de 47 mil pessoas e provocou mortes, principalmente de crianças e idosos nos Estados Unidos no último inverno.

Em nota técnica enviada pelo Ministério da Saúde aos estados, o órgão explica que a mudança é devido ao atraso da entrega do “imunobiológico pelo Instituto Butantan, produtor da vacina”. “Diante dessa mudança, esclareço que não será possível fazer a antecipação das entregas para nenhuma região do país, uma vez que a primeira remessa somente ocorrerá na primeira semana de abril, correspondendo a 12% do total a ser entregue”, disse no documento. “Embora ocorra essa alteração, informamos que para garantir a proteção no inverno, a vacina deve ser aplicada entre abril e maio, portanto, a Campanha será realizada no período ideal, antes do pico de transmissão do vírus influenza no Brasil, que ocorre no mês de julho”, completou. O Instituto Butantan nega o atraso e diz que está dentro do cronograma inicial. Além disso, diz que não há nenhum contrato assinado como Ministério da Saúde.

Em ofício,  divulgado pela SES/MG nesta segunda-feira, o Instituto Butantan explica que, em setembro do ano passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou uma recomposição da vacina Influenza, a partir das cepas a serem utilizadas na campanha de 2018 para a produção trivalente no hemisfério sul. “Desse modo, tivemos conhecimento naquela data que haveria alteração de duas cepas em relação às usadas na campanha anterior”, afirmou. “Para fins contratuais, solicitamos que seja considerado o cronograma de entregas de 30 milhões de doses até 30 de abril de 2018, enquanto os 30 milhões remanescentes até 31 de maio do mesmo ano”, completou. O Instituto Butantan informou, ainda, no ofício, que caso haja mudanças no cenário de produção e entrega “será comunicada de imediato à Secretaria de Vigilância em Saúde”.

Neste ano, o público-alvo da campanha será pessoas com 60 anos ou mais de idade, crianças de seis meses a menores de 5 anos, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, trabalhadores de saúde, povos indígenas, portadores de doenças crônicas, professores da rede pública e particular, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional. A meta em Minas Gerais é vacinar mais de 5 milhões de pessoas. A vacina está a disposição da população em todas as unidades básicas do Sistema Único de Saúde (SUS).

Medidas de higiene podem também ser tomadas pelos moradores. Ao tossir e espirrar, deve ser usada a parte interna dos braços para tampar o rosto, as pessoas devem utilizar lenços descartáveis, evitar locais com aglomeração, deixar o ar circular principalmente no inverno e em dias frios, não se automedicar, não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, copos e pratos, e diante de qualquer sintoma devem procurar um posto de saúde.


Casos em Minas


Casos de Srag começaram a ser registrados desde o início do ano. Foram 221 notificações. Destas, 130 exames foram analisados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), com confirmação de oito casos da síndrome provocada por influenza. Destes, 75% foram pelo tipo A, todos do subtipo A/H3 sazonal, o mesmo que se espalhou pelos Estados Unidos, e 25% pelo tipo B. Belo Horizonte registra o maior número de casos, sendo quatro no total. Pacientes também contraíram o vírus Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e Varginha, no Sul de Minas. Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Lagoa Santa, na Grande BH, tiveram casos de influenza tipo B.

No ano passado, Minas registrou 300 casos de Srag provocados por influenza. Destes, 50 pacientes não resistiram. O tipo A/H3 sazonal foi novamente o subtipo mais identificado. Em 2016, o índice de mortalidade pelo vírus foi o maior desde 2009. Foram 1.059 casos registrados, que resultaram em 291 mortes.

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