Publicidade

Estado de Minas

Locais com risco de inundação em Belo Horizonte recebem sinalização

Medida chega no fim do período chuvoso. Avisos foram afixados na quinta-feira da semana passada nas avenidas depois que algumas regiões da cidade registraram alagamentos


postado em 26/03/2018 06:00 / atualizado em 26/03/2018 07:44

Avenida Prudente de Morais, na esquina com a Rua Josafá Belo, foi um dos pontos afetados por alagamentos(foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press)
Avenida Prudente de Morais, na esquina com a Rua Josafá Belo, foi um dos pontos afetados por alagamentos (foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press)

Avenidas de tráfego intenso em Belo Horizonte que foram castigadas por alagamentos e inundações provocados pela forte chuva neste mês ganharam sinalização alertando sobre os riscos aos motoristas. Em 12 corredores de trânsito da cidade, 36 faixas foram afixadas depois do marco de 138% de aumento no volume de chuva registrado em março na capital mineira.

A medida chega no fim da estação chuvosa, iniciada em novembro, quando, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temporada de precipitações 2017/2018 só não ultrapassou a média histórica esperada durante janeiro. Os avisos foram afixados na quinta-feira da semana passada nas avenidas depois que algumas regiões da cidade registraram alagamentos com danos e prejuízos para donos de imóveis e de veículos arrastados pela correnteza, além do susto e desespero de quem trafegava nas vias durante o temporal.

As avenidas que ganharam reforço na sinalização foram Vilarinho e Baleares, em Venda Nova; Heráclito Mourão de Miranda e Clóvis Salgado, na Pampulha; Francisco Sá (e Rua Erê); Silva Lobo, Barão Homem de Melo, Tereza Cristina e Presidente Castelo Branco, na Região Oeste; Prudente de Morais e Rua Joaquim Murtinho, na Região Centro-Sul; e Bernardo Vasconcellos e Cristiano Machado, na Região Nordeste de BH.

De acordo com a Defesa Civil, todos esses corredores registraram ocorrências neste período de chuva. Além das 36 faixas, 975 placas educativas já foram instaladas em pontos tradicionais de alagamentos e enchentes em todas as regionais da capital nos últimos anos. A iniciativa, segundo o órgão, atende a uma recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) de prevenção para situações de risco à população.



Com o fim da temporada de chuva, a Defesa Civil retomará ações educativas e de treinamento de moradores, em parceria com o Corpo de Bombeiros, referentes às medidas que podem ser adotadas em áreas de risco durante tempestades. Uma recomendação do órgão é que a população fique atenta aos canais de comunicação da Defesa Civil nas redes sociais, usadas para divulgar alertas preventivos de chuva e informações em tempo real sobre pontos de alagamentos.

“Durante os seis meses que antecedem o período chuvoso, a Defesa Civil desenvolve ações de aproximação das comunidades para prepará-las nas situações de risco com medidas de salvamento e evacuação das áreas”, diz o órgão, que prevê chuva dentro da média histórica durante o período de estiagem.

Acima da média A uma semana do fim do período chuvoso, o volume de água pode subir ainda mais na capital mineira, já que a previsão aponta para ocorrência de precipitações nos próximos dias. Contudo, segundo o meteorologista Luiz Ladeia, do Inmet, março já é o mais chuvoso desde 2008. “Este ano, áreas de instabilidade causadas pela zona de convergência do Atlântico Sul foram mais acentuadas que nos anos anteriores e, aliadas à elevação da temperatura, favoreceram as condições de chuva. Provavelmente é o mais chuvoso em 40 anos”, explicou Ladeia. A média histórica esperada para março em BH era de 163,5 milímetros. Entretanto, o volume médio neste ano foi de 389,1 milímetros, 138% além do índice aguardado. *Estagiário sob a supervisão da subeditora Marta Vieira

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade