Publicidade

Estado de Minas

Roubos caem 17% em Belo Horizonte e 14% em Minas Gerais em 2017

Dados do ano passado apontam redução em oito dos 12 indicadores criminais cujos números são divulgados mensalmente no estado. Um dos desafios para 2018 é atacar incidência de estupros de vulneráveis


postado em 23/03/2018 11:50 / atualizado em 23/03/2018 13:56

Governador Fernando Pimentel (PT) participou de solenidade nesta manhã com representantes das forças de segurança pública do estado e divulgou os resultados(foto: Paulo Filgueiras/ EM/ D.A Press )
Governador Fernando Pimentel (PT) participou de solenidade nesta manhã com representantes das forças de segurança pública do estado e divulgou os resultados (foto: Paulo Filgueiras/ EM/ D.A Press )
O ano de 2017 terminou em Belo Horizonte e Minas Gerais com redução do número de roubos em comparação com o ano anterior. A diminuição dos assaltos no estado alcançou 14% e chegou a 17% de redução na capital mineira.
 
Os dados fechados do ano passado foram divulgados no fim da manhã desta sexta-feira, em reunião que contou com a participação do governador Fernando Pimentel. Ele recebeu um relatório com os índices criminais no estado. O secretário de Segurança Pública, Sergio Barboza Menezes, destacou que, apesar da queda, os roubos seguem sendo uma prioridade da secretaria, pelo fato de ainda representarem uma incidência criminal importante na capital e no estado e estarem diretamente ligados à sensação de segurança da população.

Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), também houve redução nos homicídios, tanto em BH quanto no estado. As vítimas de assassinatos passaram de 4.194 em 2016 para 3.964 em 2017, queda de 5,5%. Em BH, as vítimas passaram de 615 para 547, redução de 11%.  No estado, a Sesp sustenta que a taxa de 18,8 homicídios a cada 100 mil habitantes é a menor desde 2011.

Dos 12 indicadores criminais cujos dados são disponibilizados pelo estado, houve redução em oito deles: homicídio consumado, homicídio tentado, lesão corporal, estupro tentado, roubo, furto, extorsão e extorsão mediante sequestro. Os crimes que registraram aumento de ocorrências entre 2016 e 2017 foram estupro consumado, estupro de vulnerável consumado e tentado e sequestro e cárcere privado.

DESAFIO O governo considera os casos de estupro de vulnerável como um desafio para 2018. Essas ocorrências passaram de 2.495 em 2016 para 2.950 no ano passado, alta de 18%. Para o delegado-geral João Octacílio Silva Neto, que chefia a Polícia Civil, o aumento dos casos é explicado pelo maior encorajamento das vítimas, que estão mais confiantes e por isso aumentaram as notificações.  

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade