Publicidade

Estado de Minas

Enxurrada em cachoeira: bombeiros tiveram de içar vítima no resgate

Segundos bombeiros, o local em Sacramento deve ser evitado por oferecer muitos riscos


postado em 18/03/2018 11:43 / atualizado em 18/03/2018 12:56

A cachoeira do Azulim, em Sacramento, é considerada perigosa pelos bombeiros e deve ser evitada(foto: Pedro Figueiredo / Divulgação Facebook / Lugares de Minas)
A cachoeira do Azulim, em Sacramento, é considerada perigosa pelos bombeiros e deve ser evitada (foto: Pedro Figueiredo / Divulgação Facebook / Lugares de Minas)

O resgate dos jovens que foram arrastados por uma tromba-d’água quando estavam na cachoeira Azulim, em Sacramento, no Triângulo Mineiro, terminou por volta da zero hora deste domingo. O caso mais difícil, segundo os Bombeiros Militares, foi o de um rapaz de 26 anos vindo de Ituverava, interior de São Paulo. Ele sofreu fratura no pé direito. Ilhado em meio a pedras, ele precisou ser içado em uma prancha. Depois foi levado à Santa Casa de Misericórdia de Sacramento, onde passou por exames na manhã deste domingo (18).
 
Traumatizado, o rapaz não quis falar com a imprensa. Os jovens estavam confraternizando na cachoeira e não chovia quando, por volta das 17h, uma tromba d’água chegou de repente, arrastando cerca de 12 pessoas. Também havia gente de Uberaba e de Igarapava, interior paulista. “A tromba d’água desceu da cabeceira do rio e pegou todos de surpresa. Eles foram levados rio abaixo. Como o local é muito acidentado, o pessoal se feriu. Poderia ter sido muito pior, mas graças a Deus ninguém morreu”, conta o comandante do Pelotão de Emergências Ambientais e Desastres (Pmad), tenente David Suzano, que participou do resgate.

Um vídeo postado no Facebook por Danylo Silva, que teve mais de 5 mil compartilhamentos, mostra a correnteza no rio que leva às quedas.

Segundo o bombeiro, alguns conseguiram sair sozinhos do rio, mas duas pessoas ficaram ilhadas. O rapaz de 26 anos que teve fratura estava com hipotermia e em estado de choque no momento que foi encontrado. “Ele ficou traumatizado e disse que não volta mais”, afirmou. Como o local era muito inclinado poi preciso fazer um sistema de força para içá-lo com a ajuda de seis militares.
 
Tenente Suzano diz que, apesar de ser um ponto turístico, o local deve ser evitado. “A água veio subitamente e isso ocorre direto lá, é muito perigoso, ainda mais nessas épocas de chuvas concentradas. A gente orienta a não ir. Mas quem for mesmo assim, deve pelo menos conhecer primeiro o local e consultar as condições meteorológicas. Como algumas pessoas saíram sozinhas, os bombeiros não precisaram o número de vítimas do incidente, mas estimam que umas 12 pessoas tenham sido atingidas pela tromba d’água.  
 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade