Publicidade

Estado de Minas

Idosa é morta a facadas após discutir com marido sobre contas em Ibirité

Corpo foi encontrado pela PM no chão da sala, ao lado de uma faca. Homem apresentava sinais de embriaguez


postado em 08/03/2018 17:13 / atualizado em 08/03/2018 17:57

O corpo de uma idosa de 67 anos morta a facadas foi encontrado na noite dessa quarta-feira em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), ela teria discutido com o marido. A briga teria começado após um desentendimento sobre um orçamento de um muro, que o homem considerou muito alto. Populares acionaram a PM, que encontrou o corpo estendido, com sagramento na região da cabeça e uma faca no chão da sala. O homem apresentava sinais de embriaguez.

Enquanto tentava escapar, ele foi agredido a socos pelos populares e conseguiu fugir para um matagal na região, onde foi encontrado pelos policiais militares encostado em uma árvore. Ele estava ferido, mas, questionado sobre os agressores, não conseguiu identificar nenhum.

Ambulâncias do Samu, tanto da Unidade de Suporte Básico quanto da Unidade de Suporte Avançado, foram acionadas e confirmaram o óbito da mulher. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) e o caso será investigado pela Polícia Civil.

FEMINICÍDIO Em 2015, Minas Gerais registrou 129.054 casos de violência contra mulheres. A maioria foi violência física (62.490), como agressões, estupros e homicídios. A violência psicológica ocupa o segundo lugar (54.939), e ocorre quando o criminoso abandona, ameaça, constrange, maltrata, perturba o trabalho e o sossego, sequestra ou mantém a vítima em cárcere privado. Já a violência patrimonial (6.423) se dá quando o homem se apropria de bens e objetos da mulher.

Naquele ano, a cada quatro minutos uma mulher de Minas Gerais sofreu algum tipo de violência – por dia, foram 353. Os dados fazem parte do Diagnóstico de Violência Doméstica e Familiar nas Regiões Integradas de Segurança Pública, elaborado pelo Centro Integrado de Informações de Defesa Social (Cinds) da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).

*Sob supervisão da subeditora Ellen Cristie

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade