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Estado de Minas

Servidores do Ipsemg entram em greve por melhores condições de trabalho

Governo de Minas informou que acatou uma das reivindicações da categoria e que aguarda o encerramento do movimento


postado em 23/02/2018 11:37 / atualizado em 23/02/2018 11:56

Servidores cruzaram os braços nesta manhã, em frente ao Hospital Governador Israel Pinheito(foto: Paulo Filgueiras/ EM/ D.A Press)
Servidores cruzaram os braços nesta manhã, em frente ao Hospital Governador Israel Pinheito (foto: Paulo Filgueiras/ EM/ D.A Press)
O atendimento médico no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) é feito com alterações desde o início desta sexta-feira, quando médicos, enfermeiros e funcionários administrativos optaram por deliberar greve por tempo indeterminado. 

De acordo com a presidência do Sindicato dos Servidores do Ipsemg (Sisipsemg), a greve é motivada por diversas reivindicações: melhorias nas condições de trabalho, aumento salarial, fim dos atrasos e escalonamentos dos vencimentos, contratação de mais servidores por meio de concurso público para diminuir a sobrecarga e conclusão de obras que deixam leitos fechados em todos os andares do Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP), na Alameda Ezequiel Dias, área hospitalar. 

“O governo de Minas diz que não é possível conceder aumento salarial por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal. Então queremos, no mínimo, que seja concedida uma ajuda de custo, que é um valor pago mensalmente pelos servidores que o governo já concedeu para outras categorias,” explicou a presidente do sindicato, Maria Abadia de Souza. 

Outro problema que tem contribuído para a insatisfação dos servidores, segundo Maria Abadia, é a sobrecarga de trabalho. O quadro de pessoal do instituto, segundo a sindicalista, caiu de 6 mil, para 2,5 mil servidores, o que tem gerado sobrecarga, má qualidade nos atendimentos e fechamento de leitos no HGIP. 

“O governo está com os repasses atrasados e clínicas e hospitais credenciados para atender os servidores do estado que utilizam o atendimento médico do Ipsemg já estão cortando os atendimentos”, informou Maria Abadia. 

“Nós cuidamos da saúde do funcionário público, mas parece que isso não interessa para o governo. Precisam entender que o Ipsemg não é um privilégio porque nós pagamos a contribuição e as coparticipações. E, se pagamos, nós queremos atendimento de qualidade,” complementou a sindicalista. 
Servidores cruzaram os braços nesta manhã, em frente ao Hospital Governador Israel Pinheito(foto: Paulo Filgueiras/ EM/ D.A Press)
Servidores cruzaram os braços nesta manhã, em frente ao Hospital Governador Israel Pinheito (foto: Paulo Filgueiras/ EM/ D.A Press)
 
 
Durante a greve, está mantida a escala mínima de atendimento em todas as unidades, além dos serviços de urgência e emergência. Os pacientes que estão internados no Hospital Governador Israel Pinheiro também vão continuar sendo atendidos normalmente, conforme o sindicato. 

Em uma reunião realizada na tarde dessa quinta-feira, entre servidores do Ipsemg e representantes do governo do estado, o sindicato informou que houve uma sinalização de propostas para melhorar as condições de trabalho nos hospitais, mas nada foi oficializado junto aos servidores. 

Uma nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira e, caso o governo apresente propostas favoráveis à pauta do servidores, a greve poderá ser encerrada, segundo o Sindicado dos Servidores do Ipsemg.

A assessoria de imprensa do instituto informou que “o governo de Minas concordou em conceder uma ajuda de custo aos servidores do Ipsemg cujo valor será definido até a próxima reunião, marcada para o dia 28/2. O benefício será incluído na folha de março (paga no mês de abril),” diz a nota.

Por ter atendido a uma das pautas dos servidores, o governo de Minas também solicitou que “os servidores do Ipsemg suspendam a greve e não prejudiquem o atendimento aos usuários do sistema de saúde estadual.”

(*Sob supervisão do subeditor Fred Bottrel)

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