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Estado de Minas

Somente pessoas vacinadas contra a febre amarela poderão visitar o Inhotim

A medida começa a valer a partir desta terça-feira. Em BH, a visitação está suspensa nos parques Aggeo Pio Sobrinho, no Buritis, Oeste da capital, e o Roberto Burle Marx, no Barreiro


postado em 23/01/2018 08:43 / atualizado em 23/01/2018 08:51

De acordo com o Inhotim, o cartão de vacinação deve ser apresentado pelos visitantes para comprovar a imunização. A dose terá que ter sido ministrada dez dias antes(foto: Marden Couto/Turismo de Minas/Divulgação)
De acordo com o Inhotim, o cartão de vacinação deve ser apresentado pelos visitantes para comprovar a imunização. A dose terá que ter sido ministrada dez dias antes (foto: Marden Couto/Turismo de Minas/Divulgação)

As pessoas que forem ao Inhotim, um dos mais importantes centros de arte contemporânea do mundo, localizado em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, só poderão entrar no local se estiverem vacinadas contra a febre amarela. A partir desta terça-feira, os visitantes sem a imunização serão barrados. A medida é feita devido a circulação do vírus da doença na região. Na cidade onde está localizado, duas mortes já foram registradas.


Os visitantes já estavam recebendo repelentes ao irem à área verde por causa dos casos da doença que já tinha sido confirmados na cidade no início deste ano. No entanto, nenhum caso da enfermidade foi identificado dentro da unidade.

De acordo com o Inhotim, o cartão de vacinação deve ser apresentado pelos visitantes para comprovar a imunização. A dose terá que ter sido ministrada dez dias antes. “A medida é mais uma ação preventiva que o Instituto adota, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, para conscientizar os visitantes sobre a importância de se vacinar contra a doença. O Inhotim já oferece aos visitantes repelentes, dispostos em locais estratégicos do Museu, como Recepção, Estação Educativa e pontos de alimentação”, explicou por meio de um comunicado. A conferência do cartão de vacinação será realizada no estacionamento do parque.

Os responsáveis pelo parque afirmam que já vêm realizando ações de prevenção contra a doença desde o ano passado. “O Instituto informa que não foi identificado nenhum caso de febre amarela no Inhotim e que continua tomando todas as medidas preventivas necessárias para combater a doença”, completou. A área verde já tinha sido alertada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nos primeiros dias do ano sobre a doença, depois que dois moradores de Brumadinho foram confirmados com a enfermidade. Um deles morreu.

Outros parques


Nessa terça-feira, outros dois parques públicos foram fechados em Belo Horizonte depois de recomendação da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA). A visitação está suspensa nos parques Aggeo Pio Sobrinho, que fica na Avenida Mário Werneck, 2691, no Buritis, Oeste da capital, e o Roberto Burle Marx, mais conhecido como Parque das Águas, na Avenida Ximango, 809, no Flávio Marques Lisboa, no Barreiro,

De acordo com a Prefeitura de Belo Horizonte, o objetivo é ampliar a proteção da população contra a febre amarela. A decisão, de acordo com a PBH, é uma medida preventiva, uma vez que a mata dos dois parques está conectada à vegetação dos parques da Serra do Curral e das Mangabeiras, integrando um mesmo corredor ecológico.

Na capital já estão fechados o parque e mirante do Mangabeiras, Centro-Sul, Serra do Curral, Serra Verde, em Venda Nova, e na Grande BH o Parque Rola Moça, e na Zona da Mata a Estação Ecológica de Mar de Espanha e o Museu Mariano Procópio de Juiz de Fora, entre outros. Em 2017, a Prefeitura fechou o Parque das Mangabeiras, o Mirante, o Parque Serra do Curral e o Parque Jacques Cousteau. Esta medida também foi tomada após macacos mortos serem encontrados nesses locais.

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