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Estado de Minas

Grutas da Rota Lund terão nova iluminação a partir de segunda-feira

Projeto com lâmpadas LED na cor branca permite melhor visualização das rochas no interior das cavernas


postado em 19/01/2018 20:18 / atualizado em 20/01/2018 11:42

Ver galeria . 10 Fotos O investimento, no valor de R$ 2,6 milhões, além de blindar as cavidades naturais de mudança na coloração, promoverá ao visitante uma melhor apreciação durante o passeioValquiria Lopes/Semad
O investimento, no valor de R$ 2,6 milhões, além de blindar as cavidades naturais de mudança na coloração, promoverá ao visitante uma melhor apreciação durante o passeio (foto: Valquiria Lopes/Semad )
As grutas da Rota Lund, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, vão ganhar um novo projeto de iluminação, com refletores de led e luz branca, para substituir os antigos pontos de luz colorida que já vinham apresentando problemas. A nova iluminação será inaugurada nesta segunda-feira, em roteiro que inclui as três grutas: Lapinha, Maquiné e Rei do Mato. As três estão localizadas em unidades de conservação administradas pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).

O investimento, no valor de R$ 2,6 milhões, além de evitar a mudança de coloração das rochas, promoverá ao visitante uma melhor apreciação durante o passeio. Segundo Henri Dubois Collet, diretor-geral em exercício do IEF, o novo projeto permitirá ao visitante que aprecie melhor os detalhes da gruta e das formações rochosas. “Ele passa a ter mais noção de profundidade, melhor visão dos espeleotemas e ainda menos riscos de acidente, já que o ambiente está melhor iluminado”, assegura.

Para Germano Vieira, secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), "as grutas carregam a chave para entender a história da paleontologia mineira". "Investir na conservação desses espaços e garantir que eles possam ser conhecidos pela humanidade, com conforto e segurança, é uma de nossas prioridades”, defendeu Veira.

CIRCUITO Batizada de Rota Lund, o percurso, composto por cinco cidades da Grande BH e sete marcos principais, leva o nome do pesquisador dinamarquês Peter Lund (1801-1880) – o "pai da paleontologia brasileira". O circuito soma mais de 2,4 mil hectares de áreas naturais e possui 50 cavernas e 170 sítios arqueológicos. Somente no ano passado, as grutas da Lapinha, Maquiné e Rei do Mato receberam mais de 88 mil turistas, de acordo com a Semad. Confira as principais atrações:

- Museu de Ciências Naturais da PUC Minas (Belo Horizonte)
- Gruta da Lapinha, no Parque Estadual do Sumidouro (Lagoa Santa)
- Museu Peter Lund (Lagoa Santa)
- O túmulo de Peter Lund (Lagoa Santa)
- Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire (Lagoa Santa)
- Gruta de Rei do Mato (Sete Lagoas)
- Gruta de Maquiné (Cordisburgo)
- Museu da Gruta do Maquiné (Cordisburgo)
- Museu Casa Guimarães Rosa (Cordisburgo)

Linha do tempo – Peter Lund


1801 – Peter Wilhelm Lund nasce em Copenhague (Dinamarca).
1821 – Forma-se em medicina pela Universidade de Copenhague, especializando-se em botânica e zoologia.
1825 – Viaja pela primeira vez ao Brasil, para São Paulo e Rio de Janeiro, onde fica até 1829, atuando como botânico.
1833 – Retorna ao Brasil, onde fica definitivamente, e traz consigo o botânico alemão Ludwig Riedel. Juntos, visitam vários estados.
1834 – Em Curvelo, Lund tem seu primeiro contato com cavernas e fósseis brasileiros.
1835 – Fixa residência em Lagoa Santa e começa a fazer escavações na região. Em Cordisburgo, encontra fósseis de animal extinto na Gruta de Maquiné.
1842 – Até esta data, Lund já havia explorado mais de 200 cavernas na região e descrito 115 espécies de animais, entre os quais o tigre de dentes de sabre.
1843 – Encontra na região vestígios de homens pré-históricos, que ficaria conhecido posteriormente como o Homem de Lagoa Santa.
1845 – Lund encerra suas atividades e envia sua coleção de cerca de 20 mil itens para a Dinamarca.
1880 – No dia 25 de março, aos 78 anos, morre em Lagoa Santa.

Fonte: Sistema Estadual de Meio Ambiente 

*Estagiários sob supervisão da editora Liliane Corrêa

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