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Estado de Minas

Policiais fecham o cerco para encontrar homem que raptou ex-mulher no Barro Preto

Na tarde desta sexta-feira, a vítima prestou depoimento na 3ª Delegacia Regional Centro. De acordo com fontes policiais, ela sofreu violência sexual e foi mantida em cárcere privado por ex-companheiro


postado em 14/09/2017 18:09 / atualizado em 14/09/2017 21:39

À tarde comerciante foi ouvida na 3ª Delegacia Regional Centro e contou detalhes do rapto(foto: João Henrique do Vale/EM/D.A.Press)
À tarde comerciante foi ouvida na 3ª Delegacia Regional Centro e contou detalhes do rapto (foto: João Henrique do Vale/EM/D.A.Press)

Policiais civis estão à procura do homem de 41 anos que na noite da quarta-feira raptou sua ex-mulher, uma comerciante de 35, e a manteve em cárcere privado por cerca de 12 horas. A mulher foi abordada por três comparsas dele quando deixava a lanchonete em que trabalha, na Rua dos Timbiras, no Barro Preto, Centro-Sul de Belo Horizonte. Ela foi obrigada a entrar num veículo Renault Logan em que estava seu ex-marido, com quem viveu pouco mais de um ano.

De acordo com informações preliminares de policiais que acompanham o caso, a vítima contou, em depoimento na tarde desta quinta-feira, na 3ª Delegacia Distrital Centro, que depois de levada a um hotel, onde sofreu violência sexual, foi obrigada a rodar durante a madrugada com o ex-companheiro, que somente pela manhã a deixou na casa de uma amiga dela numa cidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Desde as primeiras horas da manhã agentes da 3ª Delegacia Distrital Centro investigavam o caso, depois de constatado por imagens de câmeras de segurança de prédios vizinhos à lanchonete a abordagem da comerciante pelos três homens. O carro usado no rapto, um Logan prata alugado por um motorista parceiro de aplicativo, foi localizado pela manhã num posto de combustível em Confins, na Grande BH.

O responsável pelo veículo foi detido e alegou que emprestou o carro ao ex-marido da vítima para que ele pudesse rodar como parceiro do aplicativo. Ele negou que tenha participado do rapto e aguardava na delegacia uma sessão de reconhecimento, assim que a vítima estivesse em melhores condições emocionais. O delegado do caso disse, por meio de assessoria, que não revelaria detalhes do caso, para não prejudicar a prisão dos envolvidos.

Porém, fontes policiais confirmaram que a mulher, apesar de bastante abalada, contou em detalhes como foi raptada e levada para um hotel na Avenida Pedro II, onde foi obrigada a manter relações sexuais com ex-companheiro. Os três homens, que a abordaram quando deixava o trabalho, seguiram no Logan até o hotel, onde ela ficou sozinha com o ex-companheiro.

Ainda, conforme contou em depoimento, a comerciante disse que permaneceu por um período no hotel com o ex-marido. Depois, foi obrigada acompanhá-lo no carro dele para local ignorado. Segundo disse, acredita que ele seguiu por uma rodovia em direção a Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, antes de retornar e deixá-la na casa de uma amiga.  

Os policiais tentavam, até o começo da noite desta sexta-feira, localizar o ex-marido da comerciante e os três homens que o ajudaram no rapto. Na casa dele, os agentes encontraram impressos de receituário médico entre outros papéis, que seriam usados em falsificações de documentos. O suspeito tem passagens pela polícia, incluindo, por crime de estelionato.

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