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Estado de Minas

Incêndio atinge mata no Taquaril e ameaça torres de transmissão de energia

A suspeita é que o fogo tenha começado de maneira criminosa


postado em 10/09/2017 16:07 / atualizado em 11/09/2017 07:46

Ver galeria . 9 Fotos Chamas se espalharam rapidamente pela mata secaCorpo de Bombeiros/Divulgação
Chamas se espalharam rapidamente pela mata seca (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação )

Um incêndio de grandes proporções atinge o Parque Estadual da Baleia, no Bairro Taquaril, na Região Leste de Belo Horizonte, na tarde deste domingo. As chamas altas ameaçam atingir torres de transmissão elétrica que existem na área verde. Mais cedo, havia a preocupação de que a fumaça pudesse chegar ao hospital de mesmo nome da área verde. No entanto, a assessoria do Hospital da Baleia informou na noite deste domingo que a situação está controlada e que não há perigo para os pacientes. A suspeita é que o fogo tenha começado de maneira criminosa.



O parque tem área de 102 hectares e possui sete nascentes de água que abastecem o Córrego do Navio, afluentes do Ribeirão Arrudas, que é tributário do Rio das Velhas. Lá, também existem grande diversidade de animais de pequeno porte.

As chamas começaram no meio da tarde e se espalharam rapidamente por causa dos ventos fortes e da vegetação seca. A suspeita é que o incêndio tenha começado de forma criminosa em um dos mirantes do Bairro Jardim Taquaril. A fumaça ainda é uma preocupação. "Essa fumaça não pode chegar ao hospital, pois há muitos pacientes em tratamento de câncer. A suspeita é que que alguém tenha feito fogueira ou uma vela”, afirmou o brigadista Samuel Machado, do Instituto Estadual de Floresta (IEF).

“Parece que alguém fez uma fogueira ali, naquele poste, na rotatória (do mirante). A brincadeira lá veio para cá e começou a descer (a serra). É de cortar o coração”, indignou-se, com os olhos marejados, o brigadista.

O parque é uma importante área verde da cidade, pois abriga nascentes que abastecem o Córrego do Navio, afluente do Ribeirão Arrudas, tributário do Velhas. “Há seis nascentes na área. Uma fica bem ali, aonde o foco chegou”, apontou o brigadista. Ele se embrenhou na mata, apagou chamas com abafadores e ficou aflito ao ver que as labaredas caminharam num ritmo acelerado entre as montanhas.

O terreno de difícil acesso prejudicou o combate ao fogo. Por outro lado, facilitou a propagação de focos, pois o vento forte, típico daquela área alta, lançou fagulhas longe. “É um terreno bem inclinado, de difícil acesso”, reforçou o sargento Carlos Silva, do Corpo de Bombeiros. Quando a equipe dele chegou ao local, animais de pequeno porte fugiam do calor e da fumaça.

Os trabalhos de combate às chamas estão sendo realizados por militares do Corpo de Bombeiros e brigadistas do IEF. Um helicóptero da Polícia Militar (PM) auxilia no combate. As chamas também ameaçam atingir torres de transmissão.

Tempo seco

Belo Horizonte vive um longo período de estiagem. Já são 89 dias sem chuva, o que aumenta a probabilidade de acontecer os incêndios. A baixa umidade também é uma preocupação. Há dias, a capital mineira está em estado de atenção por causa do tempo seco.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), neste domingo os índices atingiram 30% na região da Pampulha. A temperatura máxima ficou em 28,3ºC. A situação é provocada por uma massa de ar seco que está sobre o país. Nesta segunda-feira, a previsão é de céu claro a parcialmente nublado com névoa seca em Belo Horizonte e cidades da região metropolitana.

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