Publicidade

Estado de Minas

Bombeiros atendem 15 ocorrências de incêndio na manhã desta segunda

Caso mais grave ainda é o da Serra do Rola-Moça. Equipes tentam evitar que as chamas cheguem perto de casas da região. Jipeiros voluntários ajudam a conduzir os combatentes


postado em 04/09/2017 08:37 / atualizado em 04/09/2017 11:09

Ver galeria . 9 Fotos Combate a incêndio na Serra do Rola-Moça entra no segundo dia. Bombeiros, brigadistas e voluntários atuam no local. Jipeiros ajudam no transporte das pessoas aos locais mais difíceisJair Amaral/EM/DA Press
Combate a incêndio na Serra do Rola-Moça entra no segundo dia. Bombeiros, brigadistas e voluntários atuam no local. Jipeiros ajudam no transporte das pessoas aos locais mais difíceis (foto: Jair Amaral/EM/DA Press )
Incêndios em diferentes partes da Região Metropolitana de Belo Horizonte mobilizam o Corpo de Bombeiros desde as primeiras horas desta segunda-feira. Segundo a corporação, até as 8h, militares atendiam cerca de 15 chamados para incêndios em áreas de vegetação, o mais grave deles é o do Parque Estadual da Serra do Rola-Moça.

O fogo começou na tarde de domingo. Nesta segunda, as primeiras equipes de combate às chamas chegaram às 3h e seguiram para o o Manancial Cataria, perto do Condomínio Retiro das Pedras. Jipeiros da região também se ofereceram para ajudar as equipes, levando as pessoas até os locais de difícil acesso por terra.

O major Anderson Passos, do  comandante do Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres (Bemad) do Corpo de Bombeiros, realizou um sobrevoo pela área no início da manhã. “Tem uma linha de fogo bastante extensa. Vamos priorizar as áreas aqui, a começar pela região de Casa Branca, considerando aqui a influência do vento que pode tocar isso aqui para a região onde tem algumas casas. No momento não há risco, mas nós vamos priorizar justamente por isso”, informou o militar.

Ele também deu detalhes de como será o combate nesta segunda. “De lá, vamos seguir em linha, várias equipes distribuídas na linha para tentar extinguir e fazer o rescaldo. Desfavorável aqui é o vento. A fumaça não está subindo na vertical, ela está se deitando logo ao subir, o que indica um vento muito forte. As nuvens aqui seguindo também numa velocidade muito intensa. O prognóstico aqui é um dia de combate intenso”, finalizou.

A causa do incêndio, de grandes proporções, e a área consumida pelo fogo ainda não foram divulgados, mas o total de incêndios no parque nos primeiros oito meses de 2017 já engoliram um território maior do que o destruído em todo acumulado de 2016.

Segundo o major Passos, do Corpo de Bombeiros, fumaça na horizontal indica vento forte, o que complica o combate ao incêndio(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Segundo o major Passos, do Corpo de Bombeiros, fumaça na horizontal indica vento forte, o que complica o combate ao incêndio (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
De janeiro a dezembro do ano passado, 23,67 hectares foram consumidos pelas chamas. De janeiro a julho deste ano, no último balanço disponibilizado pela direção do Rola-Moça, foram 15,27 hectares. Entretanto, apenas um incêndio em agosto passado destruiu 48 hectares.

Com isso, o total da área devastada em 2017 somava ao menos 63,27 hectares até ontem, quando as labaredas começaram a caminhar pela vegetação. Por volta das 14h, quando uma linha de fogo havia se alastrado em direção à cidade de Mário Campos, os ventos foram calculados em 25 km/h.

No domingo, grupos de bombeiros, que contaram com o auxílio de alunos do curso de formação, e brigadistas se dividiram em duas linhas de frente. Uma atuou próxima à estrada asfaltada que corta a área de preservação, nas imediações do Bairro Jardim Canadá, em Nova Lima. A outra, no entorno do manancial Catarina.

Equipes receberam reforços no combate ao incêndio do Rola-Moça nesta manhã. Setenta militares atuam no local(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
Equipes receberam reforços no combate ao incêndio do Rola-Moça nesta manhã. Setenta militares atuam no local (foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
O relevo íngreme dificultou o trabalho de bombeiros e brigadistas. Enquanto tentavam apagar as chamas com ajuda das aeronaves, animais fugiam em disparada. O parque é habitat de espécies ameaçadas de extinção, como a onça-parda, a jaguatirica, lobo-guará, o gato-do-mato, o macuco e o veado-campeiro.

O parque é vigiado por quatro câmeras de videomonitoramento, manuseadas pelo Corpo de Bombeiros e IEF. As instituições tentam adquirir mais dois equipamentos para aumentar o campo de visão.

SERRA DO CIPÓ
Nesta manhã, os bombeiros conseguiram debelar um incêndio na Serra do Cipó, em Jaboticatubas, na região metropolitana de Belo Horizonte. O fogo começou ontem, por volta das 21h, na Rua Cardeal Mota. Conforme os militares, cerca de 30 mil metros quadrados de mata foram destruídos. (Com informações de Paulo Henrique Lobato)

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade