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Estado de Minas

PM reforça efetivo e monitoramento por câmeras será ampliado na UFMG

Medida ficou acordada em reunião entre a corporação e a reitoria da instituição nesta sexta-feira. Encontro foi motivado por onda de violência relatada por alunos


postado em 25/08/2017 17:04 / atualizado em 25/08/2017 18:10

Força-tarefa será criada para fazer plano de segurança para a Universidade(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A.Press)
Força-tarefa será criada para fazer plano de segurança para a Universidade (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A.Press)

Aumento no número de policiais militares e viaturas, rondas ostensivas, principalmente nos horários de entrada e saída de alunos na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Essas são algumas das medidas que serão colocadas em prática nos próximos dias para conter assaltos e outros crimes no câmpus Pampulha. Elas foram acertadas em reunião entre a PM e a reitoria da instituição, que também vai intensificar o patrulhamento da segurança universitária e ampliar as câmeras de monitoramento.

O medo da violência voltou a assombrar os estudantes, funcionários e frequentadores da UFMG nesta semana. Eles utilizaram as redes sociais para pedir mais segurança no local. Somente no primeiro semestre deste ano foram 32 ocorrências, de acordo com a Polícia Militar, seis apenas neste mês. A mais recente aconteceu anteontem à noite: dois homens abordaram um aluno no estacionamento e levaram o carro dele. Na comparação com o primeiro semestre do ano passado, houve leve redução – foram 35 crimes. O contrário se percebe nos dados levantados entre 1º e 23 de agosto: seis este ano e cinco em 2016.

Na tentativa de tomar medidas para aumentar a segurança no câmpus, a PM e a reitoria da UFMG se reuniram por aproximadamente duas horas na tarde desta sexta-feira. “Ficou definido que vamos reforçar o policiamento que já acontecia no local. Então, será feita uma presença mais ostensiva, com maior número de policiais e viaturas. Vamos priorizar o horário entre 18h e 22h”, explicou o o major Fábio Almeida, comandante da 17ª Companhia da PM, responsável pela área. O número de policiais não foi informado por questões estratégicas.

Além do reforço no policiamento, que acontece de maneira imediata, medidas de médio a longo prazo também serão tomadas. Elas serão definidas em uma força-tarefa que será criada entre a Reitoria, PM, corpo administrativo e docente, e dos próprios alunos. “Vamos construir um plano de segurança em conjunto com a UFMG. Entre as discussões está a implantação de câmeras de monitoramento, reforço da segurança privada, melhoria da iluminação pública, e podas de árvores”, afirma o comandante.

Medidas de segurança também serão tomadas pela UFMG. Por meio de nota, a instituição informou que vai intensificar as rondas motorizadas da equipe responsável pela segurança universitária, realizar vigilância nos ônibus de circulação interna, e melhorar o sistema de iluminação das áreas de circulação e ampliar a cobertura de câmeras. Atualmente, são mil aparelhos interconectadas a uma central de monitoramento que opera 24 horas por dia. “A Reitoria está, ainda, mantendo reuniões com entidades que representam os segmentos da comunidade universitária para receber sugestões e discutir possíveis encaminhamentos. Todas essas iniciativas integram o Plano Diretor de Segurança Universitária estabelecido pela UFMG em 2009”, afirmou.

Violência

O medo dos estudantes veio à tona na última quarta-feira, dia de jogo no Mineirão pela semifinal da Copa do Brasil. Eles usaram grupos nas redes sociais para falar de um assalto a pedestres que estavam em um ponto de ônibus em frente ao Instituto de Ciências Biológicas (ICB). A postagem mostrava uma mensagem no WhatsApp falando sobre cinco homens armados envolvidos em um arrastão. Os relatos não pararam por aí. Ainda de acordo com os alunos, dois carros e uma motocicleta teriam sido levados. Na quinta-feira, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) divulgou comunicado alertando sobre o “surto de violência, assaltos e roubos” na universidade.

A PM, no entanto, foi procurada para o registro de apenas um dos casos: o roubo de um Punto, por volta das 20h, por dois homens que estavam escondidos no meio do mato e surpreenderam o estudante. Foi montado bloqueio nas saídas da universidade, mas, segundo a polícia, a vítima só acionou a corporação meia hora depois do fato, o que impossibilitou encontrar os suspeitos. Um dos apontamentos para o problema da violência está na crise orçamentária, que atingiu universidade federais. Ela obrigou a UFMG a demitir funcionários terceirizados de segurança e portaria.

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