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Estado de Minas

Veja dicas de endereços de onde é possível apreciar grafites nos prédios de BH

Pinturas nas laterais de quatro prédios do Centro de BH são concluídas e viram atração para moradores e visitantes


postado em 15/08/2017 06:00 / atualizado em 15/08/2017 07:54

(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)

A cidade ganhou mais vida. Está mais agradável, colorida, diferente. Encantos prontos para ser admirados e descobertos em pleno Centro de Belo Horizonte. Para percebê-los, basta erguer o olhar em direção ao céu. E ver concluídas as pinturas feitas nas paredes de concreto de quatro prédios de BH por cinco artistas nacionais e internacionais, todos com experiência em murais em grande escala. As dimensões das obras, feitas nas laterais dos edifícios, também chamadas de empenas, chegam a 50 metros de altura e 37 metros de largura. As quatro podem ser vistas simultaneamente da Rua Sapucaí, no Bairro Floresta, na Região Leste, ali bem pertinho do Hipercentro. Mas que tal descobrir e admirar essas novidades de outro ponto de vista? O Estado de Minas separou roteiros fora do convencional para um passeio em família, a dois ou na solidão prazerosa de quem também gosta de andar desacompanhado. A pé, de bicicleta ou de carro, o importante é se entregar e redescobrir BH.

As empenas foram grafitadas para o Circuito Urbano de Arte (Cura). O artista Thiago Mazza foi responsável pelo painel que retrata os mascotes de Atlético e Cruzeiro, o galo e a raposa, no edifício Satélite, na Rua da Bahia. Priscila Amoni pintou uma mulher de pele escura, de corpo inteiro, no Edifício Hotel Rio Jordão, na Rua Rio de Janeiro. A ideia foi retratar o poder feminino, principalmente o das negras. A dupla Acidum Project, de Fortaleza (CE), formada por Tereza Dequinta e Robézio Marqs, pintou um mural com pegada surreal, abstrato e fantástico, inspirado em aspectos da cidade como sons, sabores, ideias e cores. E a espanhola Marina Capdevilla fez um desenho com elementos tipicamente nacionais como cocar indígena, pandeiro, máscara de carnaval e adereço de Carmen Miranda, no edifício Trianon, também na Rua da Bahia. “Finalizamos tudo e assinamos as obras. Agora, está tudo pronto para ficar eterno”, afirma Thiago Mazza.

O vaivém do metrô e de ônibus movimenta a Praça da Estação. Na correria para chegar ao trabalho, voltar para casa e cumprir horários, raridade é ter tempo para prestar atenção aos detalhes. Mas é lá que está uma das melhores vistas para essas pinturas. O ponto de partida é o edifício Central, localizado na Aarão Reis, rua de calçamento de pedra em pleno Hipercentro. Tomado por gráficas e copiadoras, a sacada do prédio é um convite ao deslumbramento. De lá, vista privilegiada para as empenas dos edifícios Tapajós e Satélite. Pouco mais à frente, na direção dos arcos do Viaduto Santa Tereza, o Trianon se revela por inteiro.

O motorista Carlos Roberto Gonçalves, de 45, vive na estrada e ontem foi encontrar a esposa, que trabalha no Central. Ele aproveitou para ver de perto as obras. “É bom chegar à cidade e encontrar uma nova paisagem, muito além de bagunça e pichação. BH está ficando mais bonita”, diz. O encarregado de obras Geraldo Pereira, de 50, trabalha no edifício Central e acompanhou os grafites gigantes desde o início dos trabalhos, em 26 do mês passado. “É muito bonito e criativo. Tudo que é arte é muito interessante.”

SURPRESAS Da Praça da Estação ou da Rui Barbosa, é hora de admirar a obra de Priscila Amoni. Com um pouco mais de tempo, tomar um café no Museu de Artes e Ofício é um bom motivo para admirar a nova paisagem. Mesmo na correria, não há desculpa: o comércio ao longo de toda a Avenida Santos Dumont, do lado esquerdo do corredor do Move, tem-se uma bela visão. Num passeio pelo Parque Municipal vem outra surpresa: ver, em meio às árvores, a lateral renovada do edifício Trianon a partir da ponte do laguinho. O mesmo prédio pode ser observado da Rua Aquiles Lobo, também na Floresta. De um estacionamento na Rua Tupinambás vê-se a empena do edifício Satélite, bem como do terraço do edifício Felício Rocho, na avenida dos Andradas ou da esquina da Rua Tupinambás com Amazonas.

Uma das produtoras do Cura, Juliana Mont’Alverne Flores lembra que a arte pública atinge a população de maneira geral, e não somente quem aprecia arte. “Há muito lugares interessantes para se ver as obras e alguns que me surpreenderam. Recomendamos para passeio pegar a bicicleta e sair explorando o Centro registrando, ressignificando e repensando esse olhar sobre a cidade”, diz.

Novos olhares


Da Rua Sapucaí (Floresta) é possível contemplar as quatro pinturas ao mesmo tempo. Veja alternativas:

Artistas: Acidum Project (Tereza Dequinta e Robézio Marqs)
Edifício Rio Tapajós
Rua da Bahia, 325. Centro
Outros pontos de visão: Sacada do edifício Central (foto), na Praça da Estação

(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Artista: Marina Capdevilla
Edifício Trianon
Rua da Bahia, 905. Centro
Outros pontos de visão: Avenida Afonso Pena (foto), Parque Municipal e Rua Aquiles Lobo

(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Artista: Priscila Amoni
Hotel Rio Jordão
Rua Rio de Janeiro, 147. Centro
Outros pontos de visão: Praças da Estação (foto) e Rui Barbosa, Avenida Santos Dumont e Museu de Artes e Ofícios

(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
(foto: Leandro Couri/EM/DA Press)
Artista: Thiago Mazza
Edifício Satélite
Rua da Bahia, 478. Centro
Outros pontos de visão: Rua Tupinambás com Amazonas e terraço do edifício Felício Rocho (foto), na Avenida dos Andradas

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