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Estado de Minas

Conheça o artista que pintou galo e raposa em mural no Centro de BH

Belo-horizontino Thiago Mazza começou a pintar sob a influência de amigos. Mural deve ficar ponto até domingo


postado em 04/08/2017 18:25 / atualizado em 04/08/2017 19:28

Dos imensos murais que brotam nas laterais de prédios do Centro de Belo Horizonte, certamente um dos mais comentados nas ruas e redes sociais é o que retrata os mascotes de Atlético e Cruzeiro, o galo e a raposa. Embora o artista negue querer marcar com a obra a rivalidade no futebol, as especulações de quem admira a pintura se tornaram inevitáveis: uns defendem que o galo está por cima porque o artista torce para o Atlético; outros dizem que a raposa está partindo para o ataque e vai ganhar.

Para o pintor, a posição dos elementos reflete apenas uma questão de concepção. “O galo não poderia estar por baixo, porque ele é uma ave. A raposa é muito ágil na terra. Isso gera o equilíbrio”, disse o muralista Thiago Mazza, autor da obra. A empena, como é chamada a lateral do prédio, está sendo grafitada para o Circuito Urbano de Arte (Cura) e deve ficar pronta no domingo. A Cura ainda conta com a artista Priscila Amoni; a equipe do Acidum Project, de Fortaleza, formada por Tereza Dequinta e Robézio Marqs; e a artista espanhola Marina Capdevilla.

Nascido em setembro de 1984, Thiago Mazza foi criado entre Ouro Branco e no distrito de Santa Rita de Ouro Preto, na Região Central de Minas. O jovem partiu para a capital mineira para estudar, formou-se em design gráfico na Universidade Estadual de Minas Gerais e trabalhou como ilustrador em agências de publicidade, mas não seguiu carreira na área.

Quando fez o primeiro mural no quarto de casa, em novembro de 2011, Mazza não imaginava o desafio que teria seis anos depois: colorir a empena do Edifício Satélite, com cerca de 40 metros de altura e 10,5 metros de largura. “A maior tela que eu pintei tinha 17 metros; aqui tenho 40. Fazer esse trabalho na minha cidade é uma grande realização”, afirma o muralista.

O trabalho do artista reflete a sua paixão pela natureza e é marcado pelos detalhes. “Isso por causa da minha infância. A gente vivia muito na terra. Eu seguia passarinho de árvore em árvore. Acho legal levar a natureza para o contexto urbano”, afirma. Sua obra mais famosa pode agora ser admirada na lateral do prédio da Rua da Bahia, 478, quase esquina com Tupinambás, no centro. Confira a programação completa do Cura para o fim de semana:

 

 

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