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Estado de Minas

Eleições das comissões de trânsito de BH abrem espaço para opiniões de moradores

Votações regionais estão marcadas para agosto e são oportunidade para que a população da capital manifestem sua opinião sobre o que ocorre nas ruas da cidade


postado em 31/07/2017 06:00 / atualizado em 31/07/2017 07:58

Agente da BHTrans em rua de BH: com eleição, pessoas comuns também têm chance de intervir no trânsito(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS)
Agente da BHTrans em rua de BH: com eleição, pessoas comuns também têm chance de intervir no trânsito (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS)
O que você faria com o trânsito de Belo Horizonte, se estivesse na direção da principal cadeira do prédio da avenida Afonso Pena, 1.212, onde fica a sede da prefeitura? Sugestões certamente não faltam; o que falta é oportunidade de cada cidadão externar a sua opinião. Pois essa chance está prestes a surgir: para ouvir opiniões de moradores que enfrentam as ruas da cidade no dia a dia, o município vai renovar as comissões regionais de transporte e trânsito (CRTTs), a partir de 2 de agosto, com a participação popular. A ideia é ouvir gente como o taxista Joviano Monteiro Júnior, de 45. Se tivesse o poder do prefeito da capital, ele aumentaria o tempo da luz verde do semáforo na Rua Cabo Valério dos Santos, esquina com a Avenida Tereza Cristina, no Barreiro. “Dependendo do horário, ele fica vermelho por quatro vezes e a gente não passa”, reclama.

O objetivo das comissões é garantir que a voz de moradores seja ouvida na elaboração de políticas públicas com propostas para beneficiar o transporte e o trânsito da capital. Cada uma das nove regionais da cidade foi dividida em territórios, os quais terão seis representantes, sendo metade titular e a outra, suplente. Dos três primeiros, um será escolhido como titular para integrar o Conselho Municipal de Mobilidade Urbana, o Comurb.
As eleições ocorrem em agosto (veja no quadro a data de cada regional), com resultados divulgados no mesmo dia da votação. Segundo a prefeitura, “os trabalhos das CRTTs são realizados durante reuniões, que podem ser ordinárias (uma vez por mês) e extraordinárias (datas alternativas). As reuniões são abertas a quaisquer pessoas interessadas, que podem manifestar sua opinião, respeitada a pauta”.

O trânsito virou uma dor de cabeça constante para os moradores da cidade por vários motivos. Um deles é a explosão da frota, que cresceu 74% nos últimos 10 anos, de 1.020.465 unidades, em 2007, para 1.778.298 em 2017, segundo o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MG). A BHTrans e a Sudecap, empresa municipal a quem cabem as obras, tentam melhorar o fluxo de veículos no município, mas nem sempre as mudanças agradam a todos. E a eleição das comissões regionais é um bom momento para pôr as insatisfações para fora.

O empresário Túlio Henrique Gomes de Menezes, de 22, por exemplo quer ver a queda de um muro que atrapalha o trânsito na Rua Delegado Gilberto Porto, no Bairro Nova Gameleira, na Região Oeste. Trata-se de uma construção nos fundos do Departamento de Operações Especiais (Deoesp) da Polícia Civil. “É como se o muro tivesse avançado sobre a via”, conta o motorista.

A rua em que ele defende a mudança comporta trânsito em ambos os sentidos, mas, quando passa pelos fundos do Deoesp, a via suporta apenas um veículo por vez. E não há espaço para ônibus e caminhões. “Se o muro fosse derrubado, o fluxo para entrar e sair no bairro seria melhor. Além disso, o muro protege berçários de dengue, pois atrás da construção há centenas de carros (apreendidos pelo Detran) que já viraram sucata. Muita gente aqui na rua já foi picada pelo Aedes aegypti e sofreu com a doença”, advertiu ele, dono de uma pizzaria ao lado do muro.

SEM ACESSO Queixas também são ouvidas no Bairro Carlos Prates, um dos mais antigos da cidade, na Região Noroeste. É lá que mora o publicitário Rosinaldo Santos, de 41. Ele pede que as faixas para pedestres e as de parada obrigatória recebam novas camadas de tinta, pois estão apagadas, o que pode facilitar batidas e atropelamentos. E defende melhor sinalização para orientar condutores que não conhecem bem a região. “Deveria existir uma placa, por exemplo, na Rua Rio Casca, informando que aquele é o último acesso para a Avenida Pedro II. Muitos motoristas chegam aqui, na esquina da Rua Teófilo Otoni com a Tremedal, e não podem acessar a avenida. É preciso dar uma volta e retornar”, explicou.

Uma placa na Tremedal, mostra o publicitário, chama a atenção. Por causa da faixa exclusiva para ônibus na Pedro II, algumas vias tiveram o trânsito interrompido. Mas a sinalização não acompanhou a mudança. “Esta placa, veja só, deveria ter sido trocada, pois informa que a pessoa pode seguir reto ou virar à esquerda. Os moradores passaram tinta branca para tampar a indicação de que é permitido entrar à esquerda.”

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