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Estado de Minas

Seis pessoas ligadas à morte de grávida em Ituiutaba vão a juri popular

A data do juri ainda não foi marcada. Shirley de Oliveira Benfica, de 30 anos, é apontada como a responsável por encomendar a morte da vítima


17/03/2017 17:23

Grupo acusado de matar jovem grávida Greiciara Belo Vieira, de 19 anos, para retirar o bebê que ela estava esperando, vai a juri popular. A mulher morava em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, mas o corpo foi encontrado em uma lagoa de Ituiutaba, cidade na mesma região. A decisão foi do Juiz Marcos José Vedovotto, mas a data ainda não foi marcada.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), os suspeitos estão presos desde a época do crime e não poderão aguardar o julgamento em liberdade. Shirley de Oliveira Benfica, de 30 anos, é apontada pelas investigações como a responsável por encomendar a morte da vítima. Na época, ela afirmou que sofreu um aborto e precisava de um bebê para apresentar à família. O crime ocorreu em 19 de agosto de 2016.

Além de Shirley, Lucas Mateus da Silva, de 22, vulgo Mirele, Jonathan Martins Ribeiro de Lima, de 24, vulgo Yasmin, e a técnica em enfermagem Jacira Santos de Oliveira, de 48, Luiz Felipe Morais, de 19, e Michel Nogueira de Oliveira, de 27, foram presos. O grupo será julgado por homicídio quadruplamente qualificado, por ocultação de cadáver, por sequestro qualificado e por exposição de perigo da vida da criança.

                 

Relembre o caso


Greiciara foi levada para as margens da represa, distante 140 quilômetros de Uberlândia, na vizinha Ituiutaba. O delegado relata que, ao verem fracassada a tentativa de fazê-la desmaiar com éter, Jacira abriu a barriga da jovem e, ainda acordada, ela viu sua filha sendo retirada, ao mesmo tempo em que gritava pela vida.

Depois, foi enforcada até a morte. No lugar da criança, puseram uma pedra para que o corpo não emergisse, o enrolaram numa tela de arame e o jogaram na água. Mas, dois dias depois, o corpo flutuou e, no domingo, foi encontrado por duas pessoas que passavam pelo local.

No Instituto Médico Legal (IML) da cidade, constatou-se que ela estava grávida e, ao cruzar com a informação de uma mulher desaparecida, as polícias Civil de Uberlândia, Ituiutaba e Araguari desvendaram o caso.

Foram apenas 24 horas entre a descoberta do corpo e a prisão das acusadas, que podem pegar até 40 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro, ocultação de cadáver e subtração de incapaz, segundo Fernandes.

As apurações revelaram ainda que, pelo crime, Jaciara receberia R$ 2 mil. As outras suspeitas, telefone celular e cortes de cabelo, pois Shirley também era cabeleireira. O bebê, uma menina com 5 dias de vida, foi encontrada na casa da babá contratada por Shirley, anteontem, mesmo dia em que a mãe da criança era sepultada.

As investigações mostraram que a babá também nada tem a ver com o caso. A criança estava aparentemente bem de saúde, mas, devido às condições do parto, foi levada ao Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. “Um dos momentos mais emocionantes foi quando encontramos essa criança com vida”, afirma o delegado. Segundo ele, a avó materna está pleiteando junto ao Ministério Público e à Justiça a guarda da menina.


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