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Estado de Minas DESASTRE EM MARIANA

MPF denuncia 21 integrantes da cúpula da Samarco por homicídio qualificado

Entre os denunciados estão o então diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, e representantes do conselho da mineradora por indicação da BHP e Vale


postado em 20/10/2016 15:23 / atualizado em 20/10/2016 18:12

Vinte e um integrantes da cúpula da Samarco e representantes da Vale e da BHP Billiton, controladoras da empresa, foram denunciados pelo Ministério Público Federal por homicídio qualificado com dolo eventual pela morte das 19 pessoas em decorrência do rompimento da barragem de Fundão em Bento Rodrigues, subdistrito da cidade de Mariana, na Região Central de Minas.

Entre os denunciados estão o então diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, e representantes do conselho da mineradora por indicação da BHP e Vale. Quatro empresas também são denunciadas na ação. Samarco, Vale e BHP Billiton são acusadas de nove crimes ambientais. Já a consultoria VogBR e o engenheiro Samuel Loures são acusados de apresentação de laudo ambiental falso.

Eles estão sendo acusados ainda pelos crimes de inundação, desabamento e lesões corporais graves, todos com dolo eventual. As 21 pessoas ainda foram denunciadas por crimes ambientais, os mesmos que são imputados às empresas Samarco Mineração S.A., Vale S.A. e BHP Billiton Brasil.

As corporações vão responder por nove tipos de crimes contra o meio ambiente, que envolvem crimes contra a fauna, a flora, crime de poluição, contra o ordenamento urbano e patrimônio cultural. Samarco e Vale ainda são acusadas de três crimes contra a administração ambiental. No total, as três empresas, juntas, vão responder por 12 tipos de crimes ambientais.

Recebida a denúncia, os acusados podem ir a júri popular e serem condenados a até 54 anos de prisão, além do pagamento de multa, de reparação dos danos ao meio ambiente e daqueles causados às vítimas da tragédia.

Vale reagiu à denúncia sobre Mariana e diz que agirá para comprovar inocência 

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