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Estado de Minas

Arquidiocese de BH anuncia locomotiva para visitação na Serra da Piedade

Objetivo é melhorar mobilidade e não prejudicar meio ambiente. Enquanto isso, Cúria Metropolitana comemora investimento de R$ 2,6 mi no caminho religioso que liga as igrejas das padroeiras de Minas e do Brasil


postado em 03/08/2016 06:00 / atualizado em 03/08/2016 07:38

Reprodução do trem que vai servir aos turistas no santuário da Serra da Piedade
Reprodução do trem que vai servir aos turistas no santuário da Serra da Piedade
Os milhares de peregrinos que visitam a Serra da Piedade, em Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, terão um meio de transporte diferente para chegar à ermida na qual está a imagem da padroeira de Minas, Nossa Senhora da Piedade, e desfrutar do patrimônio ambiental, paisagístico, histórico, cultural e espiritual no topo do maciço.

Dentro de quatro meses, deve entrar em operação a Locomotiva da Piedade, composição sobre rodas que sairá da Praça Antônio da Silva Bracarena, mais conhecida como Praça da Cavalhada, chegando até a área do santuário, no total de três quilômetros. A iniciativa é da Arquidiocese de Belo Horizonte, que vai bancar os custos do projeto.


“Só no ano passado, recebemos cerca de 500 mil pessoas na Serra da Piedade, e em muitas datas o número de carros chega a quase mil. Essa é uma forma de melhorar a mobilidade e não prejudicar o meio ambiente”, afirma o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo. Ele participou ontem de encontro com autoridades estaduais para tratar do Caminho Religioso da Estrada Real (Crer), que liga o Santuário de Nossa Senhora da Piedade a Aparecida (SP), casa da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

No ano que vem, serão lembrados os 250 anos de peregrinação à Serra  da Piedade e três séculos do aparecimento da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul, estando prevista a visita do papa Francisco às duas celebrações.

Durante a reunião de ontem no Palácio Cristo Rei, em BH, o secretário estadual de Turismo, Ricardo Faria, adiantou que o governo mineiro vai investir cerca de R$ 2,6 milhões no Crer. “Estamos retomando o projeto, prioridade para a atual administração”, disse Faria. Ele explicou que os recursos serão aplicados em atividades de promoção e divulgação da rota, que passa por 33 municípios mineiros, e outras questões referentes a infraestrutura, incluindo sinalização, alteração de traçado, tecnologia e outros aspectos para facilitar a vida dos caminhantes, como segurança.

Faria disse que os técnicos da Secretaria de Turismo estão envolvidos com o diagnóstico do Crer, cujo projeto entrará no próximo orçamento. “Estamos envolvidos nesse trabalho, principalmente pela celebração, em 2017, dos 250 anos de peregrinação”, afirmou. Ao lado, o líder do governo na Assembleia Legislativa, Durval Ângelo (PT), informou sobre o interesse do governador Fernando Pimentel, em especial quanto à construção da Via dos Peregrinos, que leva do sopé da serra à ermida, em um total de 4,9 quilômetros, além de intervenções na rodovia que leva da BR-381 a Caeté, que tem muitas curvas, e da construção do Museu Maria Regina Mundi (do latim “Maria Rainha do Mundo”).

Segundo ele, haveria ontem um encontro com o governador para tratar do assunto. “Precisamos das planilhas de custo para conversar com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) para as obras”, afirmou Durval Ângelo. O representante do DER, Dirceu Antônio de Carvalho Gomes, informou que já existe um levantamento topográfico completo da Serra da Piedade, e alertou para a urgência de prazos, tendo em vista o período de Olimpíada e, depois, as eleições municipais.

EM PRODUÇÃO Um dos maiores entusiastas da Locomotiva da Piedade é o reitor do Santuário de Nossa Senhora da Piedade, padre Fernando César do Nascimento. Ele lembrou que é grande o número de visitantes nos fins de semana, chegando a 10 mil pessoas, o que deverá aumentar nesta época do jubileu, iniciado na semana passada. Para reduzir os impactos, já está sendo tomada uma medida diferente nos domingos, feriados e em datas de programação especial: os visitantes deixam o carro na Praça da Cavalhada e sobem a pé ou de van, pagando R$ 2 por viagem. “No domingo passado havia 960 carros no alto da serra”, disse o reitor, lembrando que o tíquete na locomotiva não será gratuito.

 

 


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