
Depois de aulas teóricas, pela manhã, no Centro de Arte Popular da Cemig, no Circuito Cultural Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul, a turma de 14 escolas visitou, à tarde, o Espaço do Conhecimento UFMG e o Museu das Minas e do Metal a poucos metros. “Conheço outros pontos culturais e turísticos da capital, mas é a primeira vez que venho a esses três locais”, disse Márcia. No segundo equipamento visitado, ela viu o telescópio no terraço astronômico e outros atrativos. “É fundamental conhecer o passado para entender o presente e projetar o futuro”, afirmou a professora, destacando ainda a importância da preservação da memória na escola”.
Trabalho da Belotur em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, o BH vai até você capacitará cerca de 200 professores, de 173 escolas, em quatro dias de curso, com carga horária de oito horas/dia. A expectativa é que 10 mil estudantes sejam envolvidos a partir da iniciativa e, para facilitar a ação como agente multiplicador, os professores receberão uma cartilha didática, com conteúdo lúdico e interativo que simplifica o ensino por meio de ilustrações personalizadas, desafios e jogos.
MÃO DUPLA “O BH vai até você é, na verdade, um programa de mão dupla. Queremos que a cidade vá até as escolas para que os estudantes e suas famílias conheçam melhor a sua capital”, afirma o presidente da Belotur, Leônidas de Oliveira. Com a expectativa de atingir um grande número de alunos, ele convida os belo-horizontinos a ir ao teatro, a passar um dia nos parques, conhecer os museus, descobrir a arquitetura dos prédios históricos, enfim, valoriza o patrimônio local, que apresenta diversos estilos. “O objetivo é unir turismo e cultura, fazer uma viagem por Belo Horizonte”, resume Leônidas.
A cada dia, o projeto vai contemplar uma regional, sendo a de ontem a Pampulha, e também equipamentos culturais diferentes da capital. Atenta a todos os detalhes, a coordenadora do programa de educação integrada da Escola Municipal Maria de Magalhães Pinto, do Bairro Santa Terezinha, destacou a importância da iniciativa para a cidadania. “Os estudantes precisam valorizar o espaço em que vivem e criar laços de interesse. Um lado muito positivo de programa é que o estudante levará essa ideia até sua casa e poderá estimular os familiares”, disse a educadora.
Também motivada, a professora Cristina Marcos Araújo, da Escola Municipal Santa Terezinha, acredita que as pessoas devem compreender que o “patrimônio é nosso” e, portanto, “devemos preservá-lo e conhecê-lo em detalhes”. O presidente da Belotur, por sua vez, reforça que “quando os moradores se envolvem com a cidade, reconhecem e divulgam seus atrativos, o resultado é sempre melhor. A cidade é para ser vivida, sentida, experimentada e a ideia do projeto é plantar essa semente nas crianças de nossas escolas”.
