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Estado de Minas

Igreja da Pampulha fica sem reforço na vigilância

No entorno do monumento foram colocados cavaletes com fitas de isolamento, porém, nenhum esquema especial de guarda


postado em 22/03/2016 22:41 / atualizado em 22/03/2016 22:53

Mesmo à noite é possível ver a pichação(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Mesmo à noite é possível ver a pichação (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
A Igreja de São Francisco Assis, também conhecida como Igrejinha da Pampulha, não recebeu vigilância reforçada na noite desta terça-feira, mesmo depois de ter amanhecido pichada na segunda-feira, conforme constatou no local a reportagem do Estado de Minas. No entorno foram colocados cavaletes com fitas plásticas isolando o monumento, que integra o conjunto arquitetônico modernista candidato a patrimônio da humanidade.

O presidente da Fundação Municipal de Cultura, Leônidas Oliveira, disse na tarde desta terça-feira que todos os equipamentos públicos da Pampulha têm guarda e ressaltou: “Vamos apoiar a igreja na segurança a partir de hoje.” Porém, agora noite não havia qualquer esquema extra de vigilância.

O coordenador das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais (CPPC), Marcos Paulo de Souza Miranda, afirmou nesta terça-feira que a pichação em BH é fruto do “descaso” da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Segundo Marcos Paulo, a administração municipal já deveria ter publicado o decreto com regras para multar infratores e endurecer o combate à pichação.

Na lista de diretrizes do documento, estão pelo menos seis medidas – entre elas, acordo para que o município receba cópia dos boletins de ocorrência policial e assim possa cobrar do infrator os custos da limpeza do bem pichado, além de multa. “Infelizmente, o decreto não saiu do papel e a Igrejinha da Pampulha é mais um triste ato nessa história”, criticou o promotor de Justiça.

A prefeitura informou que “não repercutirá a opinião do promotor”, mas enfatizou que o decreto, na realidade, é a Portaria 088/2015, publicada no Diário Oficial do Município (DOM) em 10 de outubro de 2015. O texto determina uma fiscalização integrada entre órgãos do município para coibir as pichações. 


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