Publicidade

Estado de Minas

Associação de ciclistas faz avaliação do Bike BH e pede sequência no diálogo por melhorias

Relatório usou dados do próprio aplicativo de aluguel, compilados em página na internet. Segundo BH em Ciclo, serviço teve progresso mas pode melhorar ainda mais


postado em 26/08/2015 23:01 / atualizado em 26/08/2015 23:09

No lançamento do serviço, usuários não acharam bicicletas para usarem, apesar de serem cadastrados(foto: Beto Novaes/EM/DA Press)
No lançamento do serviço, usuários não acharam bicicletas para usarem, apesar de serem cadastrados (foto: Beto Novaes/EM/DA Press)
O Bike BH melhorou, mas ainda tem muito a avançar. A impressão sobre o sistema de bicicletas compartilhadas da capital está em um relatório da Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo) que apresenta uma avaliação sobre o serviço desde que foi inaugurado, em junho de 2014. Apesar do progresso, a associação que representa os ciclistas de BH cobra novas melhorias no sistema e indica metas que podem auxiliar na evolução do projeto.

Segundo a avaliação, um dos maiores avanços foi a solução dos problemas que deixavam estações indisponíveis para a retirada das bicicletas. Estações sem as bikes ou com estado offline/em manutenção deixaram usuários sem conseguir retirar o equipamento em mais de 40% das vezes - em algumas estações o número chega a 80%. Já em julho deste ano, o ciclista que chegasse a uma estação encontraria ela em funcionamento e com bicicletas disponíveis em mais de 97% do tempo.

A associação utilizou dados do site Trem Útil, desenvolvido pelo ciclista Fernando Duarte para armazenar os dados do aplicativo de aluguel, apontando disponibilidade e quantidade de bicicletas por estação. De acordo com o membro da BH em Ciclo, Cristiano Scarpelli, de 35 anos, reuniões entre a associação, ciclistas, a empresa concessionária do serviço (Serttel), BHTrans, a empresa patrocinadora (Itaú), entre outros agentes públicos e privados, ajudaram na avaliação do sistema e na identificação de problemas a serem resolvidos. O texto destaca os três encontros, entre abril e maio, de grande importância para os avanços do serviço.

Poucos dias depois, programa já fazia sucesso(foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)
Poucos dias depois, programa já fazia sucesso (foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)
"Fizemos críticas e sugerimos alguns pontos, com base em nossa experiência, que seriam uma base para o sistema se sustentar e apresentar melhorias", diz Scarpelli. A associação solicitou acesso a dados como tempo de funcionamento, reclamações e indicadores de qualidade, além de pedir que a empresa assumisse metas para implantação de novas estações e a disponibilização de mais bikes.

No texto, apesar do número de bicicletas nas estações ter aumentado, ainda não chega ao estabelecido em contrato, que seriam 400 bikes. "As melhorias permitiram um aumento na média do número de viagens mensais, demonstrando que o sistema tem um potencial muito mais elevado do que constatado até os dias de hoje", relata o comunicado.

Em nota, a BHTrans informou que realiza a fiscalização do serviço e que o "contrato prevê sanções administrativas em caso de descumprimento das obrigações pela Serttel, podendo ser advertência, multa ou até mesmo a rescisão do mesmo." A Serttel não atendeu as ligações da reportagem do em.com.br.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade