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Estado de Minas

Equipamento vai medir captação de água de empresas no Sistema Paraopeba

O horímetro vai reforçar o controle do consumo de água, atualmente feito por hidrômetros, e indicar o número de horas trabalhadas pelo motor ou outro aparelho que extrai a água das represas do Rio Manso, Vargem das Flores e Serra Azul


postado em 09/04/2015 18:07

O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) pretende instalar horímetros nas 26 empresas com outorgas para captação de água no Sistema Paraopeba. O equipamento vai reforçar o controle do consumo de água, atualmente feito por hidrômetros, e indicar o número de horas trabalhadas pelo motor ou outro aparelho que extrai a água das represas do Rio Manso, Vargem das Flores e Serra Azul, com compõem o Sistema Paraopeba. “Estamos trabalhando uma portaria nesse sentido”, informou a diretora-geral do Igam, Fátima Chagas.

Atualmente, a fiscalização do uso de recursos hídricos pelas empresas, entre elas a Copasa, é feita por 70 fiscais da Subsecretaria de Fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, com apoio de dez técnicos do Igam e cerca de 1,4 mil policiais militares do Meio Ambiente. Segundo Fátima, os fiscais já estão preparados e são em número suficiente para fazer cumprir o decreto de escassez hídrica que reduz a retirada de água para abastecimento humano e animal em 20%, para irrigação em 25%, indústria e mineração em 30% e 50% para outros usos. A concessão de novas outorgas está suspensa por tempo indeterminado.

As empresas que não cumprirem a meta da portaria em 30 dias terão as outorgas canceladas até que se regularizem. “A fiscalização será maior no Rio Manso, que tem o maior número de outorgas. Além disso, vamos reforçar a fiscalização para descobrir possíveis captações clandestinas”, disse Fátima, lembrando que a prioridade é o abastecimento público. Dentro de 30 dias, será feito um novo balanço hídrico Sistema Paraopeba.

Segundo Fátima, estudos indicaram que 70% dos usuários outorgados nas três bacias do Paraopeba correm risco de ficar sem atendimento até o final da estiagem deste ano, no final de setembro. “Mesmo autorizados, nessas situações de escassez hídrica é possível que o estado venha promover ações desse tipo, de redução da vazão autorizada, até mesmo para não comprometer o abastecimento das populações”, afirmou a diretora-geral do Igam. “As medidas já estão valendo. A vigência da portaria é de 30 dias, onde os estudos serão reavaliados e serão feitas novas projeções regulamente”, disse.

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