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Estado de Minas

Governador Valadares tenta evitar racionamento de água


postado em 05/02/2015 06:00 / atualizado em 05/02/2015 07:11

Nível do Rio Doce está 20cm abaixo do normal e obriga população a economizar (foto: EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS)
Nível do Rio Doce está 20cm abaixo do normal e obriga população a economizar (foto: EDÉSIO FERREIRA/EM/D.A PRESS)
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), responsável pela captação e distribuição de água em Governador Valadares, no Leste de Minas, informou nessa quarta-feira que o risco de racionamento no município é pequeno, graças à adoção de medidas que permitem maior captação, mesmo com o nível baixo do Rio Doce. A última medição indicou uma oscilação entre 20 centímetros abaixo do no nível considerado mínimo para esta época do ano.

Segundo a assessoria de imprensa do órgão, a situação é inusitada, pois Governador Valadares nunca enfrentou uma estiagem assim. O normal era o município estar preparado para as cheias comuns em janeiro. O órgão trabalha com uma oscilação normal de 1,80 metro a 3 metros. Desde 1979, o município sofre inundações com os constantes transbordamentos do Rio Doce. A última ocorreu em janeiro de 2012, quando moradores perderam móveis e outros bens.

Agora, a cidade vive um drama oposto. O abastecimento de água tem sido motivo de preocupação e a prefeitura faz campanha de conscientização para a população economizar, segundo o diretor-adjunto do Saae, Vilmar Rios.

Ele informou que a bomba de captação que ficou desligada por um tempo já está funcionando novamente. Além disso, foram compradas duas novas bombas para captação submersa no Rio Doce, uma na Estação de Tratamento de Água (ETA) Central e outra na ETA do Bairro Vila Isa. Além disso, há revezamento na distribuição de água para os bairros.

“A captação está mais difícil. A experiência com a bomba submersiva que alugamos foi positiva. Assim driblamos a pouca água na beira do rio, onde ficam as bombas de captação”, informou Vilmar Rios.

Segundo ele, ainda não estão definidas medidas de racionamento na cidade. “Com o calor, a demanda por água cresce muito e a falta de chuva tem deixado o nível do rio muito baixo. É preciso que a população se conscientize e adote as medidas de economia, para que não passemos por desabastecimento”

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