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Estado de Minas

Ano novo chega com a perspectiva de dias melhores, mais amor, saúde, sucesso e paz

O Estado de Minas foi às ruas com a pergunta: o que esperar de 2015? A reportagem ouviu pessoas de toda a sorte que, em sua maioria, esperam um bom ano pela frente


postado em 01/01/2015 06:00 / atualizado em 01/01/2015 07:43

Amigas Lívia Nogueira, Fernanda Cardoso e Fernanda Pinna esperam um ano melhor(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A. Press)
Amigas Lívia Nogueira, Fernanda Cardoso e Fernanda Pinna esperam um ano melhor (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A. Press)
Novo amor, saúde, dinheiro, sucesso na vida e na carreira e paz. O Estado de Minas foi às ruas com a pergunta: o que esperar de 2015? A reportagem ouviu pessoas de toda a sorte. Para alguns, 2014 foi um ano “estranho”. Para outros, normal, com realizações, decepções e surpresas. Sem olhar para trás, a maioria é esperança. Parte dos entrevistados, ainda que à espera do melhor, teme período de sufoco e recomenda “pés no chão”. Entretanto, há quem garanta que o oito – a soma de 2+0+1+5 – é o número das “conquistas e recompensas”.

A começar pela soma do sorriso e da simpatia, não vai ser difícil para Fernanda Pinna, de 24 anos, realizar uma de suas metas para o ano: um namorado. Para a psicóloga de São Paulo, 2014 foi um ano “estranho”. “Não foi bom. Sem grandes mudanças na minha vida. Foi um ano de amizades”. O novo ano, ao menos profissionalmente, promete. Dedicada, Fernanda conta duas pós-graduações ao mesmo tempo em busca de novos caminhos. Na esperança de dias melhores, ela recorre à numerologia: “A soma de 2015 é 8, o infinito”, explica, ressaltando o tempo de promessas e recompensas.


No Mirante do Bairro Mangabeiras, Centro-Sul de BH, Fernanda contempla o horizonte. Está na companhia das amigas Fernanda Cardoso, de 24, Lívia Nogueira, de 25, e Bruna Araújo, de 23. O grupo fala ao EM sobre o passado e o amanhã. Bruna, administradora, conta com satisfação o ano de formatura e da aprovação em programa de trainee. A mineira espera um 2014 “tão bom quanto 2014”. E “muita saúde, o que mais importa”.

Lívia, como Fernanda Pinna, revela não guardar nada “especial” do ano que se foi. “Espero muitas mudanças na vida pessoal e na profissional. Sei que vai ser um ano economicamente difícil, mas, ainda assim, espero mais alegria para todo mundo”, comenta. A engenheira Fernanda Cardoso, de Rio Vermelho, na Região Central, quer “adquirir bens”. “2014 foi ruim porque fiquei desempregada e bom porque consegui outro emprego.

 

(foto: Euler Júnior/EM/D. A. Press)
(foto: Euler Júnior/EM/D. A. Press)

ALÉM DO HORIZONTE

» Os amigos Clara Novais, Otávio Silva e Victor Mendes tiraram a tarde de sol para se divertir e fechar o ano no Parque Guanabara, na Pampulha. Encontro de alegria com clima de festa de despedida. Clara e Otávio, ambos de 23 anos, estão de malas prontas para São Paulo. Para a jornalista e para o economista, 2015 promete oportunidades. “Espero conseguir me estabelecer com tranquilidade em São Paulo”, acredita Clara, que, em 2011, morou na Inglaterra.  Otávio não espera vida fácil na capital paulista. “Estou um pouco cético, mas dos desafios podem vir as melhores oportunidades”, avalia. Segundo o economista, a receita contra a crise é “trabalho e dedicação”. Realizado e feliz, Otávio diz sentir um “frio na barriga”. Sem planos para deixar BH, Victor aguarda o resultado do Enem. Ele quer vaga em uma boa escola de design. Aprovado para o Centro de Formação Artística (Cefar), da Fundação Clóvis Salgado, o bailarino espera a alegria dos palcos em 2015.

 

(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A. Press)
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A. Press)

FELICIDADE E EQUILÍBRIO

» Orlando Orube e Renata Duarte Dutra tiveram motivos de sobra para comemorar 2014. A chegada das gêmeas Antônia e Valentina em 8 de janeiro, trouxe novos valores para o casal de produtores e artistas. “Antônia e Valentina foram a confirmação maravilhosa da minha comunhão com a Renata”, afirma Orlando, nascido em Mar del Plata, na Argentina. Criador dos mais atuantes do teatro de Minas Gerais, ele está em BH desde 1994. Para o artista de 61 anos, 2015 é “uma incógnita”. “Mas estamos muito esperançosos”, diz ele, que traz à 41ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Minas Gerais, a partir de janeiro, suas duas últimas direções: Surto em Paris e Colados – uma comédia musical diferente. Os dois trabalhos são aposta de sucesso de Orlando no maior evento das artes cênicas do Brasil. Há ainda projeto para além das fronteiras do país, mas, no momento, alegria mesmo é a paternidade. Renata, dona de brilho nos olhos que só as mães são capazes, fala de amor: “2014 foi um ano maravilhoso. Um ano de vida e amor. Ainda mais com a minha ‘caixinha de surpresa’, Antônia, com síndrome de Down, A maternidade me trouxe equilíbrio”. O que esperar de 2015? “Que nosso caminho continue de equilíbrio. Que as meninas tenham saúde e felicidade. Que seja um tempo de calma e de tolerância para todos”.

 

(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A. Press)
(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A. Press)

CONSTRUINDO UM MUNDO MELHOR

»A criança vestida de princesa faz amizades no Mirante. Maria Eduarda, de 3, com belo figurino de Elza Frozen – personagem de sucesso do mundo encantado de Walt Disney –, encena para a lente fotográfica do pai, Augusto Ferraz. A mamãe, Adriana Ferraz, é retrato de paz e bem da família. A arquiteta espera arranjar novas belas paisagens para 2015. “É um plano pessoal. Espero colocar em prática tudo o que tenho aprendido com o urbanismo. Mais espaço público de qualidade para as pessoas”. Ela e o marido vieram conhecer BH para somar valores ao ambiente da construção civil.
Em família, os Ferraz planejam novos passeios ao exterior. Maria Eduarda, a Duda, já conhece EUA e Chile. Mas também é tempo de economizar. Augusto prevê um ano difícil para os empreendimentos imobiliários. “Em 2015, não vamos deixar de trabalhar, mas não vamos produzir como em 2011, por exemplo, um ano excepcional para a construção civil”, avalia.
A arquiteta crê num futuro melhor para a geração da filha. “Este ano, vejo como algo favorável o escândalo da Petrobras. Pouco a pouco as máscaras vão caindo. Esperamos que o país da Duda seja mais justo, menos corrupto”, acredita. Adriana comenta a boa educação da geração da filha. “Eles são bem mais preparados. Maria Eduarda já recolhe o lixo na rua. A geração dela, mais consciente, é bem menos individualista, mais atenta às necessidades do coletivo”, orgulha-se.


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