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Estado de Minas

MP apreende peças de valor histórico em galpão na Região Nordeste de BH

Parte do material foi retirado ilegalmente do Engenho Morojó, em Pernambuco. MP também encontrou notas fiscais, recibos, livros e fotografias de peças sacras


postado em 11/11/2014 10:56 / atualizado em 11/11/2014 18:08

Imóvel onde foram recolhidas as peças de valor histórico (foto: Divulgação Ministério Público)
Imóvel onde foram recolhidas as peças de valor histórico (foto: Divulgação Ministério Público)
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apreendeu nesta terça-feira peças de valor histórico em um galpão da Região Nordeste de Belo Horizonte. As peças foram apreendidas durante a Operação Barroco Mineiro, com o objetivo de combater o comércio ilícito de bens culturais. Foi cumprido mandado de busca e apreensão no imóvel e, além das peças, o MPMG recolheu centenas de documentos – incluindo notas fiscais, recibos, livros e fotografias de peças sacras.

As peças encontradas em BH são bens culturais retirados ilegalmente do Engenho Morojó, em Pernambuco. O imóvel do século 18 é tombado como patrimônio nacional. Em setembro de 2013, durante a Operação Morojó, realizada pela Polícia Federal, o Iphan constatou que objetos foram transportados ilicitamente do engenho para a capital mineira. O Iphan solicitou o apoio do MPMG, que passou a investigar o caso.

Técnicos da promotoria, do Iphan e do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) constataram a existência, no galpão, de bens que integram templos coloniais mineiros. Também foi descoberta grande quantidade de material de demolição retirado de casarões históricos de Minas Gerais.

A operação desta terça foi coordenada pela Promotoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais e conta com a participação dos Centros de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (Caocrimo) e de Combate aos Crimes contra a Ordem Econômica e Tributária (Caoet).

Cerca de 30 pessoas, entre promotores de Justiça, policiais militares, auditores da Receita Estadual e servidores do MPMG, Iphan, Iepha e Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) participaram da operação. O nome Barroco Mineiro foi escolhido pelo fato de a operação ocorrer no mês do bicentenário da morte do mestre Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que morreu em 18 de novembro de 1814.

(foto: Ministério Público/Divulgação)
(foto: Ministério Público/Divulgação)
 


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