Comerciantes do Bairro de Lourdes e da Savassi, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, vão contar com rede de segurança integrada pela rede social WhatsApp, com participação da Polícia Militar. A proposta foi apresentada ontem pelo comando da 4ª Companhia da PM, que faz o policiamento da área, em reunião na sede da unidade com representantes da Associação Comunitária da Praça Marília de Dirceu e Adjacências do Bairro de Lourdes (Amalou), de empresários e da prefeitura. Também será ampliada a integração entre donos de estabelecimentos comerciais e moradores de condomínios, por meio da rede de rádio operada por porteiros de prédios.
“Foi uma reunião positiva, em que moradores e comerciantes receberam dicas da PM e discutiram propostas para aumentar a segurança no bairro. A criação de uma rede de comércio protegida vai beneficiar toda a comunidade. Colocamos à disposição dos estabelecimento a rede de rádio criada pela Amalou, que conta com 60 aparelhos distribuídos entre portarias dos condomínios associados. Os empresários que quiserem vão poder alugar rádios para mantermos contatos”, explicou Jeferson Rios Domingues, presidente da associação comunitária.
O diretor-executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG), Lucas Pêgo, apoiou a proposta da rede de comerciantes. “Por mais que os estabelecimento façam investimentos em equipamentos de segurança, precisamos de ações bem planejadas do setor público, como essa proposta de uso da rede social”, disse o dirigente.
A questão dos moradores de rua que, segundo denúncias da comunidade, estariam praticando roubos de celulares e pequenos furtos, também foi alvo de discussão. O major Marcellus destacou que o problema envolve outros órgãos. “Temos atuado com policiamento preventivo e conseguimos redução de 28% dos crimes contra o patrimônio entre agosto e setembro. Essa modalidade de crime é o principal desafio na região.” O major disse que os militares têm feito cadastro dos moradores de rua e que uma reunião ampla envolvendo PBH e Ministério Público, entre outros órgãos, está marcada para dia 21.
Outro ponto acertado entre moradores e comerciantes é relativo ao barulho e a colocação de mesas na calçada. A Abrasel, que representa 20 estabelecimentos no bairro, se comprometeu a orientar seus associados. “Com a retirada das mesas às 23h de domingo a sexta, e aos sábado e feriados à 1h, vamos conseguir reduzir o barulho e garantir a segurança do nosso cliente,”, afirmou Lucas Pêgo. Os dirigentes da Amalou informaram que vão fazer campanha junto aos demais estabelecimentos, para que possam adotar as mesmas medidas. “Acreditamos na possibilidade de uma atuação integrada de moradores e comerciantes.”
