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Estado de Minas

Barra-brava preso no Mineirão é líder de organizada e suspeito de agredir zagueiro

Torcedores argentinos conhecidos pela violência estavam entre os 19 presos no Mineirão sábado


postado em 23/06/2014 00:12 / atualizado em 23/06/2014 08:18

Seis argentinos entre os 19 detidos no sábado durante o jogo Argentina e Irã, no Mineirão, tinham seus nomes na lista negra de 2,1 mil barra-bravas – que é o termo pelo qual são conhecidos os fanáticos e violentos torcedores portenhos – fornecida pelas autoridades daquele país às forças de segurança brasileiras. A informação é de fontes da Polícia Federal, que ontem mesmo liberou os detidos depois de procedimentos migratórios e de interrogá-los. Dois deles terão de deixar o Brasil até amanhã ou serão expulsos pela imigração.

A reportagem do EM apurou que um deles se trata de Cristian Evangelista, conhecido como Sandokán, que é líder da torcida Butteler, do time San Lorenzo. Ele é suspeito de ter agredido o zagueiro Jonathan Bottinelli, em 2011, dentro do vestiário do clube, um dia depois de o time ter sido derrotado no campeonato nacional. O zagueiro é irmão do ex-meia do Flamengo Darío Bottinelli.

O consulado argentino em Belo Horizonte confirmou que dois argentinos terão de deixar o país, mas afirma que não está acompanhando o caso oficialmente. De acordo com a Polícia Federal, os barra-bravas foram identificados nas arquibancadas por meio do sistema de monitoramento por câmeras. Três policiais federais argentinos auxiliaram no rastreamento de suspeitos no Mineirão e reconheceram os suspeitos entre o público. As prisões, no entanto, foram realizadas pela Polícia Militar. Os dois ofereceram resistência.

Além dos seis que têm os nomes na lista suja do futebol argentino, outros 13 acabaram na delegacia por terem tentado impedir as detenções. De acordo com a Polícia Federal, os argentinos detidos entraram de forma irregular no Brasil e já vinham sendo seguidos pela polícia de seu país.

A PF e as polícias dos países participantes do Mundial têm acordo de cooperação internacional para as operações durante a Copa do Mundo. Segundo a PF, o Centro de Cooperação Internacional da Polícia no Brasil conta com cerca de 200 profissionais de 31 países participantes do Mundial e de mais cinco nações convidadas, além da Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) e da Comunidade de Polícias da América (Ameripol).


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