
Já estão no Bairro Gameleira, Região Oeste de Belo Horizonte, quatro bases móveis que serão usadas pela Polícia Militar para atuar em quatro territórios onde é grande o consumo de crack na capital. Essas bases vão operar em conjunto com 80 câmeras, novos fiscais eletrônicos que devem funcionar em BH até o final do ano. Cada veículo vai ter acesso às imagens de 19 câmeras fixas e ainda contará com outra acoplada a uma torre retrátil, que terá a condição de se mover, conforme a movimentação da base. O investimento é da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) dentro do programa “Crack, é possível vencer”.
A novidade estará em pontos conhecidos dos moradores da capital. Dois deles fazem parte da maior “cracolândia” da cidade, na Avenida Antônio Carlos, sendo o primeiro nos arredores da Pedreira Prado Lopes e o segundo do outro lado da avenida, nas imediações do Hospital Belo Horizonte. Outros pontos de monitoramento serão o Centro e a região hospitalar, e, por último, o ponto de consumo que fica nas imediações da Avenida Pedro I, na Região da Pampulha.
Os militares que operarem os novos equipamentos terão à disposição um ônibus com toda a tecnologia suficiente para o videomonitoramento de 19 pontos daquela região. Cada kit disponibilizado conta ainda com duas motocicletas e até duas viaturas para atuação nas situações de consumo de drogas, além de 40 pistolas de impulsos elétricos e aspersores de gás de pimenta. Os kits custaram cerca de R$ 1,4 milhão e em todo o estado são 18, todos custeados pela Senasp.
“O objetivo desse projeto é garantir uma atuação mais humanizada do policial militar nos locais de consumo de crack. Para isso fizemos um treinamento em três módulos: relação com a comunidade, entendimento do flagelo das drogas e uso de armas de menor letalidade”, conta o major Hudson Ferraz, chefe da Seção de Apoio ao Protagonismo Infanto-Juvenil e Prevenção às Drogas da Diretoria de Apoio Operacional da PM.
De acordo com o planejamento estratégico da PM, as quatro cracolândias estão espalhadas pela área de 15 bairros. A diferença desse conjunto de câmeras para os demais olhos eletrônicos que já existem e estão previstos para funcionar na capital é que esse lote não é ligado por cabos, mas sim por sinal de rádio. As imagens não estarão disponíveis nos batalhões, apenas nas bases móveis.
