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Estado de Minas

Acidentes com bicicletas são principais causas de fraturas de face em crianças

Especialista do Hospital João XXIII dá dicas para os pais de como proteger as crianças durante o uso da bicicleta, presente comum no período de Natal e muito usado nas férias


postado em 03/01/2014 08:44

Papai Noel deixou bicicletas para muitas crianças durante o Natal. Porém é necessário que os pais tenham muita atenção, pois apesar de ser vista como um brinquedo, a “bike” é um meio de transporte, e, portanto, exige medidas de segurança para ser utilizada, de acordo com as leis de trânsito.

No Hospital João XXIII, da Rede Fhemig, é crescente o número de ciclistas de zero a 12 anos envolvidos em acidentes. Segundo a pediatra do HPS Tatiane Miranda, a maioria das crianças que se envolvem em sinistros do tipo tem entre sete e 11 anos, e em grande parte das vezes, colidem com veículos, muros e postes ao descerem ladeiras, após perderem o freio. “É importante fazer frequentemente a manutenção da bicicleta, e checar freios e pneus antes de usá-la”, adverte a pediatra. Levar os pequenos na garupa sem o devido cuidado também é extremamente perigoso– normalmente, as vítimas neste tipo de caso são ainda menores.

Outro fator que deve ser observado é o lugar onde a criança brinca – a rua não é o local adequado para os pequenos ciclistas se aventurarem com bicicletas, a não ser que ela tenha ciclovias. A atividade deve ser realizada em espaços públicos destinados ao lazer, como parques e praças, sempre com a supervisão de um adulto.

Lesões

De acordo com Tatiane Miranda, os traumas que geralmente resultam deste tipo de ocorrência são os de face, crânios e quebra de mandíbula e maxila, além de fraturas de membros, que ocorrem quando se cai sobre braços e pernas.

Segundo estudo realizado pela Universidade de Campinas, acidentes com bicicletas são os que mais causam fraturas em rostos de crianças (30% dos casos reportados), e o Brasil está acima da média mundial em acidentes graves que causam este tipo de trauma. Também foi observado que os meninos de seis a 18 anos representam 79% dos casos de trauma de face entre crianças e adolescentes.

Em se tratando dos casos em que o menor está na garupa, são frequentes lesões nos pés provocadas pelo aro da roda da bicicleta, principalmente quando a criança está descalça.

Segurança


É primordial o uso de determinados equipamentos de segurança pelas crianças para protegê-las de quedas: o capacete, joelheira e cotoveleira são essenciais. “Até para andar de velotrol, a criança precisa usar o capacete”, afirma Tatiane. Estudos apontam que o objeto protege até 88% das lesões cerebrais decorrentes de quedas ou colisões de bicicletas.

Já em situações em que a criança acompanha o ciclista na garupa, é preciso sempre utilizar a cadeirinha, que deve ficar bem presa à bicicleta. Caso o pequeno tenha menos de quatro anos, sugere-se que o equipamento seja posicionado em frente ao condutor para que haja um melhor controle.

Outra dica é nunca comprar para o filho uma bicicleta maior que o necessário pelo simples fato de que ele irá crescer rapidamente: este é um erro perigoso, pois além de causar acidentes - já que fica mais difícil para que a criança alcance os freios - pode fazer com que ela se sinta insegura e perca a vontade de pedalar novamente.

Atendimento


Sempre que ocorrer um acidente de bicicleta envolvendo criança, é recomendado chamar o SAMU para realizar o resgate, e mesmo que ela volte para casa andando e não aparente ter nada grave, deve-se levá-la ao pronto atendimento mais próximo: “Ás vezes a criança apresenta um nível de consciência normal em um primeiro momento, mas pode haver uma lesão no crânio ou cérebro, e ela só manifestar isso depois de algumas horas”, explica a pediatra.

(Agência Minas)

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