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Estado de Minas

Gargalos e erros na engenharia de tráfego prejudicam ainda mais o trânsito na capital

Sinalização deficiente complica trânsito, causa congestionamento e aumenta riscos em pontos críticos de BH


postado em 14/11/2013 06:00 / atualizado em 14/11/2013 06:42

Fim da faixa para carros que descem a alça da Raja para a 356 gera transtornos(foto: PAULO FILGUEIRAS/EM/D.A PRESS)
Fim da faixa para carros que descem a alça da Raja para a 356 gera transtornos (foto: PAULO FILGUEIRAS/EM/D.A PRESS)


Como se já não bastasse conviver diariamente com os problemas causados pelo excesso de veículos em Belo Horizonte, como congestionamentos em horário de pico, pelo menos cinco “soluções” viárias para diversos pontos do trânsito acabaram virando arranjos, que desafiam motoristas e aumentam o risco de acidentes. Os transtornos estão nas avenidas do Contorno, Antônio Carlos, Juscelino Kubitscheck e Nossa Senhora do Carmo, além da BR-356, vias onde a reportagem comprovou problemas.

A nova configuração da alça que sai da Raja Gabaglia para acessar a BR-356, no Bairro Belvedere, Centro-Sul, é um dos locais onde a circulação de veículos gera conflitos e perigo. Enquanto a dona de casa Denise Pereira, de 49, parou o carro esperando a vez na rodovia federal, o publicitário Guilherme Abreu, de 28, acostumado com o trânsito livre no trecho, não conseguiu parar a tempo e bateu na traseira do veículo dela. “Há pouco tempo o fluxo por aqui era natural, mas agora ocorre retenção”, contou ele. “Tive de esperar o caminhão que vinha na rodovia. Isso aqui está terrível, tinha que ser aberto para os carros que vêm pela alça”, reclamou Denise.

Antes de o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) começar o recapeamento do asfalto na BR-356, as duas faixas de trânsito que serviam aos motoristas que chegavam em BH pela rodovia eram reduzidas para uma por meio de pintura no asfalto e objetos físicos, como delimitadores móveis. Esse movimento permitia que a faixa ficasse livre para quem fazia o retorno ou seguia para a Savassi, pela alça que sai da Raja Gabaglia. Depois do recapeamento, não há mais faixa livre, pois a pintura no chão que delimitava o espaço sumiu. Como muitos já estavam acostumados com a circulação antiga, buzinas são comuns no local durante o dia, cada vez que alguém para e espera. Além disso, a retenção causa fila que se estende pela Raja.

A dificuldade se repete na Antônio Carlos, onde o problema é o pouco espaço entre a saída do Viaduto Leste (elevado que faz a ligação com a Avenida do Contorno) e a entrada do Viaduto Senegal (importante rota de retorno ao Centro ou acesso à Pedro II), no Bairro Lagoinha, Noroeste. Quem chega à Antônio Carlos e precisa fazer esse trajeto tem que cortar quatro pistas de uma só vez, pois não há tempo hábil para fazer a manobra gradativamente. Em um dos casos flagrados pela reportagem, um ônibus por pouco não causou um acidente.

Outra saída que causa tumulto é o cruzamento da Avenida do Contorno com a Rua Joaquim Murtinho, no Bairro Santo Antônio, Centro-Sul. Duas faixas da Contorno são destinadas à entrada na Joaquim Murtinho, mas quem não sabe é surpreendido. O jeito é mudar de faixa para voltar à Contorno no aperto, quase sempre ouvindo buzinas de quem conhece o trecho. O consultor Reuryson Fidelis, de 31, costuma passar pelo local e chama a atenção para a falta de sinalização explícita. “Faltam avisos bem antes, para que a pessoa possa mudar de faixa com segurança”, diz ele.

 


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