Noite de reconhecimento para o Estado de Minas. Repórteres do jornal receberam ontem, simultaneamente, três prêmios no Rio de Janeiro e em São Paulo. O Prêmio Petrobras de Jornalismo nacional na categoria Reportagem Cultural foi para a série “MBP, Música Brasileira Popular”, assinada por Ana Clara Brant. A categoria Responsabilidade socioambiental do Norte, Centro-Oeste e Minas Gerais contemplou a série “Rede de corrupção no seguro da pesca”, de Mateus Parreiras e Luiz Ribeiro. Por sua vez, a 35ª edição do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos destacou, na Categoria Especial, a série de reportagens “Jornalistas assassinados no Vale do Aço”, de autoria de Mateus Parreiras, Landercy Hemerson, Pedro Ferreira, Guilherme Paranaiba e Junia Oliveira.


Outro veículo dos Diários Associados foi reconhecido também pela Petrobras. A reportagem “O PIB da criatividade”, de Maria Júlia Lledó, da Revista do Correio, do Correio Braziliense, venceu na categoria Reportagem Cultural do Norte, Centro-Oeste e Minas Gerais.
A série do EM que venceu na Categoria Especial do Prêmio Vladimir Herzog abordou o assassinato do repórter Rodrigo Neto Faria, de Ipatinga, e do fotógrafo Walgney de Assis Carvalho, em Coronel Fabriciano, na Região Leste do estado. Em agosto, a força-tarefa que investiga pelo menos 18 assassinatos no Vale do Aço entre 2007 e 2013 concluiu 11 inquéritos e indiciou 16 pessoas. “Dedico o prêmio aos valentes jornalistas do Vale do Aço e aos familiares de Rodrigo Neto e Walgney Carvalho. O grande mérito dessa reportagem foi dar continuidade ao trabalho deles”, disse Mateus. A série de reportagens revelou um dossiê com investigações que Rodrigo fazia pouco antes de morrer.
Dois outros veículos dos Diários Associados também se destacaram no Prêmio Vladimir Herzog. Na Categoria Artes, o Correio Braziliense recebeu menção honrosa por “A vulnerabilidade e a força das mulheres negras”, de Kleber Soares de Sales. Já o portal do Diário de Pernambuco recebeu menção honrosa na Categoria Internet, pela reportagem “Infâncias devolvidas”, de Edcris Ribeiro da Silva Wanderley.
